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09 julho, 2016

09-julho - SANTA MADRE PAULINA DO CORAÇÃO AGONIZANTE DE JESUS

Amábile Lúcia nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, na província de Trento, no norte da Itália. Ainda criança mudou-se para o Brasil com a família, indo residir na cidade de Nova Trento, Santa Catarina.  Assim que recebeu a primeira comunhão, a menina passou a dedicar-se de à caridade, consolando e ajudando os necessitados, os idosos, os abandonados, os doentes e as crianças.  Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, próximo à capela, para aí rezar, cuidar dos doentes, instruir as crianças. A primeira paciente chegou dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro. Amábile recebeu o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus e foi nomeada Superiora, passando a ser chamada de Madre Paulina. A santidade e a vida apostólica de Madre Paulina e de suas Irmãzinhas atraíram muitas vocações, apesar da pobreza e das dificuldades em que viviam. Além do cuidado dos doentes, das crianças órfãs, dos trabalhos da paróquia, trabalhavam também numa pequena indústria da seda para prover o sustento. Em 1903 Madre Paulina transferiu-se para São Paulo, fixando-se no Bairro do Ipiranga e iniciou a obra da "Sagrada Família" para abrigar os ex-escravos e seus filhos depois da abolição da escravidão.  Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento. Precisou amputar o braço direito e progressivamente ficou cega. Madre Paulina morreu serenamente no dia 09 de julho de 1942, na Casa Geral de sua Congregação, em São Paulo. 
Ela foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 1991. O mesmo pontífice a canonizou em 2002. Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus se tornou a primeira Santa do Brasil.  

 REFLEXÃO:
 Madre Paulina é para nós um exemplo de cristã que assumiu plenamente seu dever de estado. Foi fiel a Deus durante toda a sua vida e aceitou tudo, os ventos favoráveis e aqueles ventos contrários, testemunhando sempre o seu amor pela Igreja e pela sua querida Congregação. Viveu uma vida de autêntica religiosa, até mesmo quando provada com humilhações e doenças. Os ventos contrários a levavam sempre mais adiante. Soube compreender a vontade de Deus até mesmo nos menores acontecimentos do dia-a-dia. Madre Paulina, rogai por nós!
Fonte:
www.a12.com 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR 


06 julho, 2016

06-julho - SANTA MARIA GORETTI

Maria Goretti era uma humilde camponesa que nasceu em 16 de outubro de 1890, na cidade de Corinaldo, na Itália. Seus pais, Luiz e Assunta, criaram os sete filhos em meio à penúria de uma vida de necessidades, mas dentro dos preceitos ditados por Jesus Cristo. A menina Maria, por ser a mais velha, cresceu cuidando dos irmãos pequenos em casa, enquanto os pais labutavam no campo. As dificuldades financeiras eram tantas que a família migrou de povoado em povoado até se fixar num povoado inóspito chamado Ferrieri. Nesta localidade, a família passou a residir na mesma propriedade de João Sereneli. Este ancião de sessenta anos de idade tinha também dois filhos: Gaspar e Alexandre, este com dezoito anos de idade.  Alexandre passou a assediar Maria. Apesar da pouca idade, ela era bonita e bem desenvolvida, já atraindo os olhares masculinos. Como recusasse todas as aproximações do rapaz, este se irritou ao extremo até que no dia 05 de julho de 1902 ele perdeu a razão e a tragédia aconteceu. O jovem tentou convencer Maria a entregar-se a ele e, diante da resitência da menina, Alexandre a golpeou violentamente com uma barra. Maria Goretti morreu no dia seguinte ao ataque, no dia 06 de julho de 1902, após perdoar seu agressor. Quanto a Alexandre, foi preso e condenado a trabalhos forçados. Porém, depois de vinte e sete anos de prisão foi solto por bom comportamento. Pediu perdão à mãe de Maria Goretti, ingressou num convento capuchinho, onde viveu sua sincera conversão até morrer. 
Em 1950 ela foi canonizada. Nesta solenidade, estava presente a sua mãe Assunta, então com oitenta e quatro anos, ao lado de quatro de seus filhos e Alexandre Sereneli, o agressor sinceramente convertido. O Papa Pio XII declarou Santa Maria Goretti padroeira das virgens cristãs.  

 REFLEXÃO
 Na vida desta humilde donzela podemos contemplar um espetáculo digno do céu e da terra. Que a sua história seja exemplo para os pais e mães de família, para que eduquem seus filhos e filhas no seguimento de Cristo, levando-os a viver na santidade, fortaleza e obediência aos conselhos evangélicos. Somente assim será possível enfrentar os desafios da vida com serenidade e confiança.
ORAÇÃO 
Senhor, fonte de toda inocência e amante da castidade, que concedestes à tua serva Maria Goretti a graça do martírio em plena adolescência, concedei-nos a nós, por sua intercessão, a firmeza para cumprir seus mandamentos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Fonte:
www.a12.com 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR 

05 julho, 2016

05 – julho - SANTO ANTÔNIO MARIA ZACARIAS

Antonio Maria nasceu na tradicional nobreza italiana em 1502. Era o filho único e foi educado pela mãe na vida cristã. Era conhecido por sua inteligência precoce e, ao mesmo tempo, pela disposição à caridade e humildade.  Ao completar dezoito anos de idade doou toda sua herança para sua mãe e foi estudar filosofia e medicina. Antonio Maria usava todo seu tempo para estudar e meditar. Ao invés se vestir como fidalgo, preferia as roupas simples e comportava-se com humildade. Depois de formado, exerceu a medicina junto ao povo, cuidando principalmente dos que não tinham recursos. Conta a tradição que, além de curar os males do corpo, ele confortava as tristezas da alma de seus pobres pacientes. Finalmente, em 1528, Antonio Maria ordenou-se sacerdote.  Fundou a congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, cujos membros ficaram conhecidos como "barnabitas", pois a primeira casa da ordem foi erguida ao lado à igreja de São Barnabé, em Milão. Fundou também a congregação feminina das Angélicas de São Paulo e criou o Grupo de Casais, para os leigos. 
Não tinha ainda completado os trinta e sete anos de idade quando foi acometido por uma infecção. Sendo médico, ele sabia que a morte se aproximava, voltou então para os braços da dedicada mãe Antonieta. Ele morreu sob o teto da mesma casa onde nasceu em 05 de julho de 1539.  

 REFLEXÃO:
 Ele é um santo de carne e osso, viveu em seu tempo o drama e as preocupações dos homens de hoje. Era rico de família nobre, mas escolheu a pobreza e as vestes da penitência para servir melhor a Cristo e seus irmãos. Fez-se santo porque encontrou-se com Cristo. Ele exortava a todos para irem às ruas, às praças, como fazia Jesus, para levar o pão da verdade a este povo que tem fome de Deus. Dizia: "Deus deu ao homem uma capacidade intelectual que não tem fim e que nem pode acabar neste mundo; deu-lhe um desejo, que também não se acaba, de saborear Deus e de experimentar a sua perfeição; deu-lhe uma insatisfação permanente em relação às coisas deste mundo e um desejo contínuo das coisas do céu" (Sermão 6).
ORAÇÃO:
 Santo Antonio Maria, que desde menino tivestes imensa compaixão pelos pobres, inspirai nossas decisões para que escolhamos governantes cristãos e justos para defendê-los nesta vida. Visitai nossos seminários e seminaristas e ajudai-os a crescer em santidade. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Fonte:
www.a12.com 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR 

04 julho, 2016

04-julho - SANTA ISABEL DE PORTUGAL

Isabel nasceu na Espanha em 1271. Foi criada pelo avô e recebeu uma formação perfeita e digna no seguimento de Cristo. Tinha apenas doze anos quando foi pedida em casamento. Seu pai escolheu o herdeiro do trono de Portugal, Dom Dinis.  Isabel é tida como uma das rainhas mais belas da corte espanhola e portuguesa, além disto possuía uma forte e doce personalidade. Era muito inteligente, culta e diplomata. Ela gerou dois filhos com o rei: Constância e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. Mas eram incontáveis as aventuras extraconjugais do rei, tão conhecidas e comentadas, que humilhavam profundamente a bondosa rainha, perante o mundo inteiro. Criou os filhos, inclusive os do rei fora do casamento, dentro dos preceitos cristãos. Isabel foi vítima das desavenças políticas, foi caluniada e humilhada por um cortesão. Mesmo assim ocupava o seu tempo ajudando a amenizar a desgraças do povo pobre e as dores dos enfermos abandonados, com a caridade da sua esmola e sua piedade cristã. Isabel fundou vários mosteiros e obras sociais. Com suas posses sustentava asilos e creches, hospitais para velhos e doentes, tratando pessoalmente dos leprosos. Sem dúvida foi um perfeito símbolo de paz, do seu tempo. Quando o marido morreu, Isabel se recolheu no mosteiro das clarissas de Coimbra. Abdicou de seu título de nobreza, indo depositar a coroa real no altar de São Tiago de Compostela. Doou toda a sua imensa fortuna pessoal para as suas obras de caridade. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, na oração, piedade e mortificação, atendendo os pobres e doentes, marginalizados. 
A rainha Isabel de Portugal morreu no dia 04 de julho de 1336. Foi declarada padroeira dos portugueses como "a rainha santa da concórdia e da paz". 

 REFLEXÃO: 
Isabel de Portugal é a figura da mulher que encontrou em Deus as forças necessárias para vencer os desafios da vida. Sua fortaleza e constância eram marcas registradas de sua vida. Mas as dificuladades da vida nunca a impediram de dedicar tempo a caridade e ao cuidado com os mais pobres. Neles, Isabel via a figura do próprio Cristo. Sejamos nós também constantes na fé e solícitos ao trabalho com os mais abandonados.
ORAÇÃO:
 Guardai-nos, Senhor, sob a vossa proteção e pela intercessão de Santa Isabel fazei-nos verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, vosso Filho e senhor Nosso. Amém.
Fonte:
WWW.a12.com 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR 

03 julho, 2016

03 de julho de 2016
São Pedro e São Paulo
Pedro: homem simples, pescador,  conviveu com Cristo por  bom tempo. Paulo: homem culto,  doutor da Lei, passou uma grande experiência de fé. Ainda que  suas histórias sejam diferentes,  ambos contribuíram significativamente com o nascimento da Igreja, com o surgimento das comunidades. Percorreram caminhos distintos no anunciou do Evangelho, mas ambos eram movidos pelo mesmo Amor, pelo mesmo Espírito. Aprendamos com eles. Saibamos valorizar os que trabalham conosco no anuncio do Reino. Diferenças existem, mas todos podem colaborar na obra do Reino, todos tem algo a oferecer. Rezemos também pelo nosso Papa. Que Deus o fortaleça nessa bonita e exigente missão de acompanhar a Igreja.
Pe.Marcos Ramalho
fonte:

02 julho, 2016


Evangelho de São Mateus 16, 13-19.
A solenidade de São Pedro e São Paulo nos leva a refletir sobre a importância desses dois grandes santos da Igreja, Pedro representando a instituição, Igreja: "Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja" (Mt16,18) e Paulo representando o papel missionário da Igreja no mundo. Eles são considerados as colunas da Igreja. Dois Grandes evangelizadores atuaram em campos diferentes, divergiram em pontos de vista, desentenderam-se também, mas o grande amor pelo Mestre Jesus e o forte testemunho os uniram na vida e no martírio. A vida, a paixão, a morte e ressurreição de Cristo foi um prolongamento na vida e no martírio de Pedro e de Paulo, porque eles passaram o que Cristo passou.
Foi o próprio Cristo quem os escolheu e confiou-lhes a árdua missão de serem as bases da Igreja que nascia, as duas colunas de sustentação: Pedro a estrutura e Paulo a missionária. Conheceram Jesus e experimentaram sua ação em suas vidas de formas diferentes. Mas seus testemunhos de fidelidade e amor por Cristo foram idênticos. Ambos amaram a Jesus com o máximo de amor, dando suas vidas por Jesus e pela Igreja. Podemos nos espelhar neles, que sendo gente como nós, com suas fraquezas, limitações próprias do ser humano, tiveram força e coragem para anunciar e testemunhar Jesus até com a própria vida.
Pedro recebeu do Espírito Santo a revelação que Jesus era o Messias o Filho de Deus. “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (v16). Em outras palavras Pedro está dizendo: nós acreditamos que tu és o Salvador prometido. Tu és aquele que vem com o poder de Deus para nos salvar. Pedro em nome dos discípulos está declarando sua fé, sua confiança completa em Jesus. Apesar de reconhecer que Jesus era o Salvador, devido a fraqueza humana, uma vez ou outra, ele foi infiel a Jesus. Todos nós conhecemos muito bem a fraqueza humana. Também nós acreditamos que Jesus é nosso Salvador e Filho de Deus e quantas vezes somos infiéis a Jesus, pecando, virando as costas para o Salvador que tanto nos ama. Jesus tornou Pedro o chefe da Igreja. Jesus disse a Pedro: “És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que te revelaram, mas sim Meu Pai que está nos Céus. E Eu também te digo a ti: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra ficará ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra ficará desligado nos Céus”. Assim Jesus funda sua Igreja na profissão de fé em Cristo, feita por Pedro. Jesus confia a Pedro a missão de ser o chefe deste novo povo, a Igreja. Carne e sangue na linguagem bíblica indicam as limitações humanas, fraquezas, imperfeições.
A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece. As chaves sempre foram um sinal, um símbolo do poder, da autoridade na Igreja. Jesus está nomeando Pedro como seu representante aqui na terra. Pedro deverá ser o centro visível, humano, dessa comunidade de pessoas mantida pela força do Cristo sempre presente. Pedro é a pedra sobre a qual está construída a comunidade de Cristo. Pedro é o ponto de união, o coração humano da comunidade unida na caridade. Tem o poder de decidir, ensinar, dar ordens, enquanto isso for necessário para manter a união dos discípulos de Jesus. Hoje Pedro se faz presente na Igreja na pessoa do Papa, que é o mesmo que pai. Pedro recebe das mãos de Jesus a missão de ser o primeiro papa, aquele que tem como missão confirmar os irmãos na fé, e a responsabilidade em manter a unidade da fé em Cristo e na Igreja. Pedro ficaria no lugar de Jesus para comandar o grupo dos apóstolos e todos que se convertessem ao cristianismo.  Em nome do Senhor deve ensinar e julgar, isto é, ser porta-voz da vontade de Deus. Jesus simboliza a missão que está dando a Pedro pela entrega das chaves do Reino dos céus. O poder de ligar e desligar indica a autoridade para transmitir a doutrina do Mestre e decidir o que é de acordo ou contrário ao evangelho. Pedro foi preso diversas vezes por pregar o nome de Jesus e seus milagres. Foi torturado, mas não se intimidava. Tendo retornado para Roma, aí permaneceu até ser martirizado por ordem do imperador. Depois de ser açoitado, foi amarrado numa cruz, no dia 29 de junho, provavelmente no ano 64. Diz a tradição que ele mesmo pediu para ser crucificado de cabeça para baixo por não se achar digno de morrer da mesma forma que Jesus. Pedro é exemplo para nós. Somos como Pedro, imperfeitos por isso nos identificamos com ele, nos sentimos semelhantes a ele. A vida e a transformação de Pedro nos mostra que também nós podemos nos transformar, que todos nós temos capacidade de crescer e nos fortalecer na fé. Podemos, assim como Pedro, buscar forças nos ensinamentos de Jesus, na Palavra Sagrada e nos Sacramentos, para vencer nossa teimosia, ignorância e limitações, para, seguindo seu exemplo, nos tornarmos mais uma “pedra” a ser colocada na construção do Reino.
SÃO PAULO
Paulo era perseguidor dos cristãos, da igreja primitiva. Mas Jesus escolhe Paulo para ser seu apóstolo. Paulo, de perseguidor dos cristãos torna-se um homem novo, o mais ardente missionário do Evangelho, que irá dedicar o resto da sua vida a Cristo, numa contínua identificação com Ele ao ponto de poder dizer: “Para mim viver é Cristo” (Fl 1-21); “Já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim.” (Gl 2,20)  Desde aquele momento que Paulo encontrou-se com Jesus começa para ele uma nova etapa da vida, uma grande aventura que o levará por montes, desertos, mares, aldeias e cidades do Mediterrâneo Oriental, e que terminará em Roma com o martírio.  A transformação deste perseguidor zeloso de Jesus Cristo em o defensor chefe do evangelho (1Coríntios 3,10; 1Timóteo1,13) mudaria profundamente o curso da história mundial. A conversão de São Paulo é uma das mais importantes da história da Igreja. Mostra o poder da graça divina, capaz de transformar Saulo, perseguidor da Igreja, no "Apóstolo Paulo" por excelência, que tem a iniciativa da evangelização dos pagãos. Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribui a si mesmo o título de "o menor entre os Apóstolos" e ainda, de "indigno de ser chamado Apóstolo". Mas Deus, que conhecia a sua retidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena descrita nos Atos dos Apóstolos. A visão de Estevão apontando para os céus abertos e Cristo, aí reinando, domina a vida toda de Paulo, o grande missionário do Cristianismo. Jesus, falando de Paulo, disse a Ananias: “Esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu Nome aos pagãos, os reis e ao povo de Israel”. (At 9,15-17) Paulo não pode pregar para os cristãos judeus porque foi perseguidor dos cristãos, por isso não acreditavam na sua pregação. Teve que pregar para os pagãos, partir para outras terras, daí ser chamado o Apóstolo dos  Gentios, dos pagãos. Mas era grande demais o amor por Jesus, e por esse amor estava disposto a enfrentar todas as tribulações, a suportar os piores tormentos, diz Paulo: "Muitas vezes vi a morte de perto. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites, menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo”.
Paulo sempre disposto a anunciar Jesus percorreu a Ásia Menor, atravessou todo o Mediterrâneo em 4 ou 5 viagens. Elaborou uma teologia cristã, que junto dos evangelhos suas epístolas são fontes de todo pensamento, vida e mística cristãs. Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, deve-se a ele, que se auto denomina "servo de cristo", a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 13 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo.  Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos próprios concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, o que levava Paulo pra frente era a preocupação cotidiana, a atenção por todas as igrejas!" Isto é, pelas comunidades que ia formando e alimentando-as com suas preciosas cartas. (II Cor 11, 23-28). Algemado, Paulo é levado de Jerusalém a Roma. Durante a viagem, não perdia a oportunidade de anunciar o Evangelho em todos os lugares por onde passava. Na prisão, São Paulo pregava aos carcereiros e escrevia aos seus discípulos.  O sublime imitador de Jesus Cristo sela seu testemunho com o próprio sangue. Condenado à morte, Paulo, por ser cidadão romano, não podia, como Pedro, sofrer a pena vergonhosa da crucifixão, mas sim a da decapitação, e esta devia dar-se fora dos muros da cidade. Conduzido por um grupo de soldados arrastaram para fora da cidade até um vale. Ali, entre a vegetação daquela região pantanosa, o sublime imitador de Jesus Cristo selava seu testemunho com o próprio sangue. Sua cabeça, ao cair no solo sob o golpe fatal da espada, saltou três vezes, fazendo brotar em cada um dos pontos uma fonte de água borbulhante. São Paulo Apóstolo, sofreu o martírio em Roma. O ano é incerto, mas deve ter ocorrido entre 64 e 67. Realmente é admirável sua atividade na propagação da fé. De perseguidor de  Jesus  Cristo fez-se um Apóstolo da Igreja, um missionário, o modelo dos missionários  de todos os tempos. As Epístolas de São Paulo dão-nos uma imagem nítida das suas lutas, dificuldades, provações e tribulações de toda a sorte. Mas em tudo venceu o amor a Jesus, a Jesus crucificado. São Paulo é um gigante no amor ao salvador. "Jesus é minha vida", confessa ele, e para Jesus não havia trabalho que não fizesse, dificuldade que não vencesse. No fim da vida, pôde, em verdade, dizer: "Combati o  bom combate, terminei a carreira e conservei a fé". Nem a vida nem a morte podiam separar Paulo do amor de Cristo. Por isso, dois mil anos depois do início de sua peregrinação terrena, a monumental obra apostólica deixada por ele continua viva e produzindo abundantes frutos para a Igreja. É exatamente isso que Jesus espera de cada um de nós. Quer que nos tornemos Pedros, quer ver-nos convertidos em Paulos. Jesus quer ver suas ovelhas apascentadas e quer que façamos das nossas vidas uma carta viva, com exemplos concretos, de como viver o amor. Para que possamos afirmar a mesma coisa, é preciso que imitemos o grande Apóstolo no imenso amor a  Jesus e à Santa Igreja. É preciso que com ele, sacrifiquemos a nossa carne., demos desprezo ao mundo, tenhamos amor aos nossos irmãos, sejamos castos e  puros, e da nossa vida façamos um hino de louvor a Deus. Assim sendo seremos herdeiros da coroa, que nos dará o justo juiz no dia da recompensa.
Pedro e Paulo em todos os momentos de suas vidas, na tristeza, na tribulação, nas alegrias sempre disseram sentir o amor e proteção de Jesus. Sentiam que Jesus estava junto deles fortalecendo-os, encorajando-os para enfrentarem tudo o que passaram. O amor de Jesus por eles era constante e permanente.
Oração:
 Senhor, que possamos como Pedro e Paulo sentir  o grande amor que Cristo tem por cada um de nós. E como eles dizer “nada poderá me separar do amor de Cristo”. Amém!
Fonte:

Liturgiadiariacomentada2.blogspot.com

01 julho, 2016

01-julho-2016
Devotos do Sagrado Coração
Disse o Cardeal Carlo Maria Martini: “ A devoção ao Sagrado Coração nos recorda Jesus que se doou de todo  o coração, ou seja o apostolado da Oração de bom grado e com entusiasmo. Muitas pessoas simples podem encontrar no Apostolado da Oração uma ajuda para viver o cristianismo de maneira autentica”. De fato o Apostolado da Oração propõe um caminho rumo à santidade, a partir do oferecimento diário que nos coloca em comunhão universal  de preces. Chama-nos a vivenciar os mesmos sentimentos do Coração de Jesus para que, alimentados por Ele na Eucaristia possamos colocar-nos plenamente, de coração inteiro, a seu serviço e a servoço da Igreja, a exemplo de Maria.


Pe. Antonio Francisco Bohn
fonte:

30 junho, 2016

30-junho - OS PRIMEIROS MÁRTIRES DE ROMA
No ano de 64, um pavoroso incêndio reduziu Roma a cinzas. O imperador Nero, considerado imoral e louco por alguns historiadores, se viu acusado de ter sido o causador do fogo. Para defender-se, acusou os cristãos, fazendo brotar um ódio dos pagãos contra os seguidores de Cristo. Nero ordenou o massacre de todos eles. Houve execuções de todo tipo e forma e algumas cenas sanguinárias estimulavam os mais terríveis sentimentos humanos. Alguns adultos foram embebidos em pixe e transformados em tochas humanas usadas para iluminar os jardins do imperador. Em outro episódio revoltante, crianças e mulheres foram vestidas com peles de animais e jogadas no circo às feras, para serem destroçadas e devoradas por elas. A crueldade se estendeu do ano de 64 até 67, chegando a um exagero tão grande que acabou incutindo no povo um sentimento de piedade. O ódio acabou se transformando em solidariedade. Os apóstolos São Pedro e São Paulo foram duas das mais famosas vítimas deste imperador. Porém, como bem nos lembrou o Papa Clemente, o dia de hoje é a festa de todos os mártires, que com o seu sangue sedimentaram a gloriosa Igreja Católica. No sangue dos homens e mulheres que foram sacrificados em Roma nasceu forte e viçosa a flor da evangelização.
 REFLEXÃO 
Celebramos nesta festividade a memória dos numerosos mártires que não tiveram um lugar especial na liturgia. Eles são testemunhas da ressurreição de vosso Filho Jesus. Pela fé nos mostram que aqueles que crêem em vós viverão para sempre, porque sois um Deus vivo e para os vivos. Todo martírio é um sinal marcante de que vale a pena doar a vida pelo Reino de Deus.
ORAÇÃO
 Santos mártires de nossa santa Igreja, que passaram por tantos sofrimentos para semear o Evangelho, nós vos louvamos por vossas vidas tão heróicas e santas e nos consagramos a vós para que também nós nos tornemos cristãos em verdade e em vida. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Fonte:
www.a12.com

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

28 junho, 2016

28-junho -SANTO IRINEU DE LYON
Padre da Igreja, grego de nascimento, filho de pais cristãos, nasceu na ilha de Esmirna no ano 130. Foi discípulo de Policarpo, que tinha sido discípulo de João Evangelista, o que torna muito importante os seus testemunhos doutrinais. Muito culto e letrado em várias línguas, Irineu foi ordenado por Policarpo, que o enviou para a França, onde havia uma grande população de fiéis cristãos procedentes do Oriente. Ocupou-se da evangelização e combateu principalmente a heresia dos gnósticos, além das outras que proliferavam nesses primeiros tempos. Obteve êxito na questão da comemoração da festa da Páscoa, unindo a Igreja do Ocidente e do Oriente numa mesma data de comemoração da ressurreição. A sua obra escrita mais importante foi o tratado "Contra as Heresias", não só pelo lado teológico, onde expôs já pronta a teoria sobre a autoridade doutrinal da Igreja, mas ainda do lado histórico, pois documentou e nos apresentou um quadro vivo das batalhas e lutas de sua época. Uma perseguição decretada pelo imperador Marco Aurélio atingiu a cidade de Lião, ocasionando o grande massacre dos cristãos, todos mortos pelo testemunho da fé. Irineu morreu como mártir, no dia 28 de junho de 202. 
 REFLEXÃO 
Santo Irineu, cujo nome significa "paz", lutou para a preservação da paz e da unidade da Igreja. Era um homem equilibrado e cheio de ponderação. Foi o primeiro a procurar fazer uma síntese do pensamento cristão, cuja influência se faz notar até nossos dias. Sobre o conhecimento de Deus, ele dizia: "A ciência infla, mas a caridade edifica. Com efeito, não há orgulho maior do que se julgar melhor e mais perfeito que o próprio criador, modelador, doador do hálito de vida e do próprio ser. É que alguém não saiba absolutamente nada, sequer um motivo, do porque foram criadas as coisas, e acreditar em Deus, e perseverar no seu amor, do que encher-se de orgulho por motivo desta pretensa ciência e afastar-se deste amor que vivifica o homem”.
ORAÇÃO 
"Deus, nosso Pai, vós concedestes ao bispo Santo Irineu firmar a verdadeira doutrina e a paz da Igreja; pela intercessão de vosso servo, renovai em nós a fé a caridade, para que nos apliquemos constantemente em alimentar a união e a concórdia. Por Cristo, nosso Senhor. Amém”.
Fonte:
www.a12.com
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

27 junho, 2016

27-junho - NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO
Hoje, fazemos memória de Maria, mãe de Jesus, com o nome de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Este título chega entre nós através de um ícone, uma pintura de caráter religioso-místico, que data do período bizantino. Não sabemos quem foi o autor da pintura. A história do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ficou conhecida a partir do século XV, quando esta pintura foi levada da ilha de Creta para Roma e colocada na igreja de São Mateus, onde foi venerada por três séculos.
Destruída a igreja de São Mateus, a célebre imagem permaneceu escondida até que, pela providência de Deus, foi descoberta e devolvida ao culto popular. Em 1866, por ordem do Papa Pio IX, o ícone foi confiado aos cuidados dos Missionários Redentoristas.
Atualmente, o ícone missionário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro se encontra na Igreja de Santo Afonso, em Roma. O centro da pintura não é Nossa Senhora e sim Jesus. Para se chegar a essa conclusão, basta traçar duas linhas imaginárias, uma ao longo do braço da Madona que forma um ângulo que aponta para o Menino. O mesmo indica os dois dedos da Madona, isto é, apontam para a cabeça do Menino Jesus. Isto mostra que o centro é Jesus Cristo, portanto é um ícone cristocêntrico. Maria é, assim, "aquela que indica o caminho", ou como é mais conhecida: "a via de Cristo". Nota-se também o olhar significante de Maria, isto é, o seu olhar está direcionado a quem olha o quadro e, ao mesmo tempo, a sua cabeça indica seu Filho Jesus. Deve-se observar a sandália do Menino que está desatada e mostra seu pé. Conforme a tradição oriental, mostrar a planta do pé é dizer que se é homem. 
Assim, esta cena indica que Jesus mostra a planta do seu pé para dizer que ele é verdadeiramente homem. Outro ponto importante a se observar, se refere às cores das vestes e seus significados. No quadro a Madona se veste com túnica vermelha e manto azul. E o Menino se veste de túnica verde com faixa vermelha e manto ocre. Na simbologia oriental, verde e vermelho significam divindade. O azul e o ocre significam humanidade.
ORAÇÃO 
Ó Virgem do Perpétuo Socorro, Santa Mãe do Redentor, socorre o teu povo que ressurgir. Concede a todos a alegria de caminhar para o futuro numa consciente e ativa solidariedade com os mais pobres, anunciando de modo novo e corajoso o Evangelho de teu Filho, fundamento e cume de toda a convivência humana que aspira a uma paz justa e duradoura.

Fonte:
www.12.com
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

25 junho, 2016

26-junho-2016 - 13º Domingo do Tempo Comum - Lc 9,51-62 

A liturgia nos  sugere que Deus conta conosco para intervir no mundo, para transformar e salvar o mundo; e nos convida a responder a esse chamamento com disponibilidade e com radicalidade, na doação total de nós mesmos às exigências do “Reino”.  A primeira leitura nos apresenta um Deus que, para atuar no mundo e na história, pede a ajuda dos homens; Eliseu (discípulo de Elias) é o homem que escuta o chamamento de Deus, corta radicalmente com o passado e parte generosamente ao encontro dos projetos que Deus tem para ele.  O Evangelho apresenta o “caminho do discípulo” como um caminho de exigência, de radicalidade, de entrega total e irrevogável ao “Reino”. Sugere, também, que esse “caminho” deve ser percorrido no amor e na entrega, mas sem fanatismos nem fundamentalismos, no respeito absoluto pelas opções dos outros.  A segunda leitura diz ao “discípulo” que o caminho do amor, da entrega, da doação da vida, é um caminho de libertação. Responder ao chamamento de Cristo, identificar-se com Ele e aceitar dar-se por amor, é nascer para a vida nova da liberdade.
Reflexão: 
¨       A nós,  discípulos de Jesus, é proposto que O sigamos no “caminho” de Jerusalém, nesse “caminho” que conduz à salvação e à vida plena. Trata-se de um “caminho” que implica a renúncia a nós mesmos, aos nossos interesses, ao nosso orgulho, e um compromisso com a cruz, com a entrega da vida, com a doação  de nós próprios, com o amor até às últimas consequências. Aceitamos ser discípulos, isto é, embarcar com Jesus no “caminho de Jerusalém”? 
¨       Jesus recusa, liminarmente, responder à oposição e à hostilidade do mundo com qualquer atitude de violência, de agressividade, de vingança. No entanto, a Igreja de Jesus, na sua caminhada histórica, tem trilhado caminhos de violência, de fanatismo, de intolerância (as cruzadas, as conversões à força, os julgamentos  da “santa” Inquisição, as exigências que criam em tantas consciências escravidão e sofrimento…). Diante disto, resta-nos reconhecer que, infelizmente, nem sempre vivemos na fidelidade aos caminhos de Jesus e pedir desculpa aos nossos irmãos pela nossa falta de amor. É preciso, também, continuar a anunciar o Evangelho com fidelidade, com firmeza e com coragem, mas no respeito absoluto por aqueles que querem seguir outros caminhos e fazer outras opções. 
¨       O “caminho do discípulo” é um caminho exigente, que implica uma doação total ao “Reino”. Quem quiser seguir Jesus, não pode deter-se para pensar nas vantagens ou desvantagens materiais que isso lhe traz, nem nos interesses que deixou para trás, nem nas pessoas a quem tem de dizer adeus… O que é que, na nossa vida quotidiana, ainda nos impede de concretizar um compromisso total com o “Reino” e com esse caminho da doação da vida e do amor total?
 Frases fortes, às vezes revoltantes, as do Evangelho de hoje. É impossível pararmos em cada uma delas. Retenhamos a última afirmação de Jesus: “Quem tiver lançado as mãos ao arado e olhar para trás não serve para o reino de Deus”. Mas olhar para trás pode ser útil, mesmo necessário: parar para fazer uma reflexão da situação, fazer o balanço, saber onde se está, reconhecer os erros cometidos mas também os progressos realizados, para poder recomeçar melhor. É também dar graças pelas amizades, pelas experiências enriquecedoras. E tirar lições positivas dos fracassos. Tudo isso é bom e Jesus não pode condenar ou proibir isso. Mas há outra maneira de olhar para trás: é querer voltar para trás, manter em si uma vã nostalgia, como quando dizemos, por exemplo, que “antigamente, é que era bom, era melhor que agora!”. Lamentamos o tempo em que, pensamos nós, havia o respeito dos verdadeiros valores, onde havia referências seguras, que pensávamos imutáveis. Lembramo-nos das igrejas cheias, das missas em latim. “Nessa altura, sim, havia fé!”, dizemos, enquanto que, hoje, só há dinheiro, violência, sexo, divórcios, droga! E suspiramos: “No meu tempo, não era assim!” Ora, esquecemos simplesmente que o “meu tempo” é o tempo que me é dado hoje. Não é mais ontem, não é ainda amanhã, é hoje. Mais ainda, quando acreditamos que Jesus ressuscitou, referimo-nos a um acontecimento que se passou há dois mil anos. E pensamos, por vezes, que para nos juntarmos a Jesus, é preciso voltar atrás. Isso é um grande erro. Pela sua ressurreição, Jesus saiu do nosso tempo, tornou-Se o contemporâneo de cada momento do tempo. Jesus conhece-me, encontra-me, dá-me a sua presença hoje, em cada instante da minha vida. Jesus pede-me para não voltar atrás, porque me diz: “É agora que te amo, é agora que quero encontrar-te, estar contigo”. Se aceito isso, então sou “feito para o Reino!”
Quando Lucas menciona que Jesus tomou com coragem o caminho de Jerusalém, apresenta Cristo plenamente livre e decidido em ir até ao fim da sua missão, com o risco de aí viver a sua Paixão. É, pois, um Cristo a caminho que reencontram os seus discípulos e, nesta caminhada como em todas as outras, há obstáculos de toda a espécie. Encontra a recusa dos Samaritanos, mas Jesus passa e respeita a liberdade das pessoas que encontra. Ao contrário de Tiago e João que queriam empregar o método da força… E depois, quando alguém caminha dá também vontade de seguir os seus passos. Somente Cristo em marcha sabe aonde vai, avança com passo decidido. Então, quem quiser segui-lo não pode ter hesitações nem restrições. Para Ele, o tempo urge, tem a ver com a salvação da humanidade, com a vontade do Pai. Se Jesus parece exigente para com aqueles que O querem seguir, é porque Ele mesmo é exigente quanto à sua própria caminhada. É caminhando que Jesus convida a colocarmo-nos a caminho atrás d’Ele. Então, aqueles que o seguirem poderão dizer como Paulo: “combati o bom combate, acabei a minha carreira, guardei a fé”.
 ORAÇÃO
Deus de bondade, de luz, de vida e de alegria, como Elias e Eliseu, vale a pena agarrarmo-nos a Ti sem olhar para trás. Nós Te damos graças pelos teus apelos. Nós Te pedimos pelos nossos irmãos e irmãs indecisos, que duvidam e hesitam em dar o passo, nas múltiplas solicitações da existência. 
Pai, nós Te damos graças pela libertação realizada pelo teu Filho, que nos purifica das forças do mal, e pelo dom do teu Espírito, que nos purifica do egoísmo. Escutando o teu Filho Jesus, colocamo-nos sob a ação do Espírito Santo, para que nos penetre com a sua luz e nos indique o caminho. 
Deus fiel, bendito sejas pela paciência que o teu Filho Jesus nos revela: não lanças o fogo do céu sobre os indiferentes e os duros de coração, porque não queres a morte do pecador, mas que ele viva. Nós Te pedimos: liberta-nos do peso das nossas culpabilidades, purifica-nos dos erros cometidos, para que possamos seguir o teu Filho com um coração leve e puro.
Meditação ´para a semana. . .
Apelo e convite a amar. 
Apelo: um convite presente em todas as leituras deste domingo. Apelo que recebe um acolhimento favorável, mas com resistências quanto à resposta. Sim, mas… 
Vamos aceitar o apelo de Jesus a segui-lo, vamos renovar o convite a segui-lo no amor, em cada momento, ao longo da semana que se segue… ?
fonte: 
www.dehonianos.org

24 junho, 2016


O Estádio Major José Levy Sobrinho, também conhecido como Limeirão pelos habitantes da cidade de Limeira, desta vez, será o palco para os festejos do próximo dia 26 de junho, quando a Diocese de Limeira comemora seus 40 anos de existência. Neste dia, como forma de celebrar a data de sua instalação, haverá uma grande concentração diocesana nos arredores do estádio. A organização estima que mais de 10 mil pessoas são esperadas para o evento.
O presidente da comissão responsável pelas atividades do jubileu, Padre João Delmiglio, explicou que será instalada uma grande estrutura para receber as pessoas no Limeirão, com praça de alimentação, banheiros, ambulâncias e demais equipamentos de segurança.
Com início às 12h, a Concentração Diocesana contará com a apresentação de grupos musicais da região e dos jovens diocesanos. Depois, acontece o "Auto dos 40 anos", em honra ao Jubileu da Igreja de Limeira.
Mais tarde, às 14h30, ocorre a apresentação do grupo "Cantores de Deus", e às 16h, a Solene Celebração Eucarística.
Encerrada a missa, os fiéis presenciam o momento da coroação de Nossa Senhora das Dores, Padroeira da diocese. Segundo o Padre Delmiglio, "este momento está sendo preparado com muito carinho pela comissão, e promete marcar este dia especial, que contará também com uma grande queima de fogos".  Para o bispo da Diocese de Limeira, Dom Vilson Dias de Oliveira, "este será um momento de reavivamento da fé e de render graças a Deus pela caminhada evangelizadora ao longo de sua história".
Ano Jubilar da Diocese de Limeira
O Ano Jubilar começou na Diocese em 20 de junho de 2015, com a Romaria Diocesana a Aparecida. A partir deste dia, a Igreja de Limeira recebeu a Imagem jubilar de Nossa Senhora Aparecida que peregrinou por toda a cidade e que agora, encerra sua estada no dia 26 de junho.
Além disso, outras atividades foram realizadas até aqui, como a elaboração de um logo alusivo aos 40 anos; um subsídio para grupos de setores missionários, de rua e bíblicos; o hino jubilar e um hino a Nossa Senhora das Dores; e a exposição "Visões do Sagrado - Arte Sacra na Diocese de Limeira".
A mostra, aliás, trouxe ao público uma pequena parte do extenso acervo de obras de arte sacra dispersa pelo território da diocese.
A exposição pode ser conferida até o dia 2 de julho, no Espaço Cultural Engep, em Limeira.
Instalada em 25 de junho de 1976, a Igreja Particular de Limeira congrega 16 cidades em um território de quase 5 mil quilômetros quadrados.
História
No início da década de 1970, começou-se a pensar no desmembramento de uma parte da Arquidiocese de Campinas, onde o crescimento era rápido e tornava-se difícil à presença do pastor, o arcebispo metropolitano, junto a todas as comunidades.
Idealizou-se a criação de uma diocese na região norte da arquidiocese. Foi formada uma comissão composta de párocos da região norte da arquidiocese e presidida pelo Monsenhor Luís Pessoto, para estudar e encaminhar o assunto. Muitas reuniões foram feitas e a equipe responsável, assessorada por técnicos, promoveu um amplo levantamento sócio-econômico-religioso da região, visitando todas as paróquias e comunidades, produzindo um trabalho escrito de grande valor histórico, que, posteriormente, foi enviado a Santa Sé.
O então arcebispo de Campinas, Dom Antônio Maria Siqueira, na Assembléia dos Bispos do Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Itaici, município de Indaiatuba, em maio de 1974, pediu o parecer dos Bispos do estado de São Paulo, que foi favorável, por unanimidade, à criação da nova Diocese. O arcebispo escreveu, então, ao Papa Paulo VI, em 15 de agosto de 1975, nestes termos: Prostrados ante Vossa Santidade e implorando bênção, venho trazer o pedido de criação de uma nova Diocese, desmembrada da nossa Arquidiocese de Campinas, no estado de São Paulo.
No dia 29 de abril de 1976, Sua Santidade o Papa Paulo VI, atendendo o pedido criou através da Bula Pontifícia "De Superna", a Diocese de Limeira, no Estado de São Paulo, Brasil, com território desmembrado da Arquidiocese de Campinas e da Diocese de Piracicaba.
Sua instalação aconteceu no dia 25 de junho de 1976, em cerimônia memorável, com solene celebração eucarística, presidida por Dom Carmine Rocco, na época Núncio Apostólico no Brasil, com a participação marcante de bispos,sacerdotes, religiosos, religiosas e grande presença de fiéis.
Nesta missa, foi também ordenado e empossado o primeiro Bispo de Limeira, Dom Tarcísio Ariovaldo Amaral, CSsR.
Divisão territorial
A Diocese de Limeira é composta por 82 paróquias e mais de 300 comunidades e está presente em 16 municípios segmentados em regiões:
Região Pastoral Norte:
Região Pastoral Centro-Norte:
Região Episcopal Centro:
Região Pastoral Sul:
Região Pastoral Leste:

Fontes:
www.wikipedia.org
Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no link http://www.gaudiumpress.org/content/80071-Bispado-de-Limeira--SP--festeja-seus-40-anos-com-a-presenca-da-Imagem-de-Aparecida#ixzz4CW3wKE2x
24-junho - NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA
Hoje, a Igreja celebra a festa da natividade de João, o batista. De todos os santos, João é o único do qual celebramos o nascimento. Todos os outros têm a festa celebrada no dia da morte. Conta a tradição que quando João nasceu sua mãe teria acendido uma grande fogueira para anunciar o nascimento do bebê. Assim, sua prima Maria poderia saber do acontecido mesmo de longe, ao ver o sinal de fumaça no céu. João nasceu de Isabel, que era prima de Maria, mãe de Jesus. De acordo com os evangelhos, João foi o precursor do ministério de Jesus. Ainda no ventre da mãe, João alegrou-se com a chegada de Maria. Foi ele quem batizou Jesus nas águas do rio Jordão e apontou “o cordeiro de Deus” para seus discípulos. 
Os evangelistas apresentam João como precursor do Messias. O dia de seu nascimento é chamado de "Aurora da Salvação". João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre. Ele era um filho muito desejado por seus pais, Isabel e Zacarias, ela estéril e ele de origem sacerdotal e já com idade bem avançada. Conforme a indicação de Lucas, Zacarias recebeu o anúncio do anjo de que seria pai. Duvidou e ficou mudo. Isabel, confiante, gerou João, o último profeta e o primeiro apóstolo. O menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel. Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do Messias prometido e esperado. Sua originalidade era o convite a receber a purificação com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Daí o seu apelido de Batista. Ele morre degolado sob o governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é também celebrado na liturgia da igreja. 
 REFLEXÃO
 São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão. A sua festa é muito alegre e até folclórica. Com muita música e danças, o ponto central é a fogueira, lembrando aquela primeira feita por seus pais para comunicar o seu nascimento. João é elo entre a Antiga e a Nova Aliança. É também lembrado como um grande profeta.
ORAÇÃO 
São João Batista ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo". Amém.
Fonte:
www.12.com
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

23 junho, 2016

22-junho - SÃO TOMÁS MORE
Tomás More nasceu em Londres no ano de 1478. Seus pais eram cristãos e educaram os filhos no seguimento de Cristo. Aos treze anos de idade ele foi para a Universidade de Oxford. Aos vinte e dois anos já era doutor em direto e um brilhante professor. Sua diversão era escrever e ler bons livros. Além de intelectual brilhante tinha uma personalidade muito simpática, um excelente bom humor. Casou-se, teve quatro filhos, foi um excelente esposo e pai, carinhoso e presente. Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender suas reais necessidades. Sua esposa e filhos o amavam e admiravam, pelo caráter e pelo bom humor, que era constante em qualquer situação. A sua contribuição para a literatura universal foi importante e relevante. Escreveu obras famosas como "Utopia" e "Oração para o bom humor". Aconteceu que o rei Henrique VIII tentou desfazer seu legítimo matrimônio com a rainha Catarina de Aragão, para se unir em novo enlace com a cortesã Ana Bolena, contrariando todas as leis da Igreja. Para isto usou o Parlamento Inglês e passou a proclamar o rei e seus sucessores como chefes temporais da Igreja da Inglaterra, criando a Igreja Anglicana. Tomás More foi contra a decisão do rei. A seguir o rei mandou prender e matar Tomás More, que foi decapitado em 1535, mantendo firme sua fé católica. 
REFLEXÃO
Tomás More parecia nascido para a amizade. Sempre com uma expressão de alegria amigável no rosto, estava sempre pronto a se divertir; conversar era para ele a melhor coisa da vida, tinha sempre um dito espirituoso, e todos se deliciavam com sua prosa. Levava uma vida de oração e penitência. Lia avidamente as Escrituras Sagradas e os Padres da Igreja. Não dormia mais que quatro ou cinco horas, e tinha como leito uma prancha de madeira e um pedaço de tronco por travesseiro.
ORAÇÃO (de Tomás More)
“Se eu me distraio, a Eucaristia me ajuda a recolher-me. Se me oferecem oportunidades para ofender a Deus, me apego cada dia mais a Eucaristia e fujo do erro. Se necessito de uma luz especial e prudência para desempenhar minhas pesadas obrigações, me achego ao Senhor e busco seu conselho e iluminação”.
Fonte:
www.12.com
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


21 junho, 2016

21-junho -SÃO LUÍS GONZAGA

Luís nasceu no dia 09 de março de 1568 na Itália. Era o primeiro dos sete filhos. Seu pai, que servia ao rei da Espanha, sonhava em ver seu herdeiro e sucessor ingressar nas fileiras daquele exército. Por isto, desde pequenino, Luís era visto vestido como soldado, marchando atrás do batalhão ao qual seu pai orgulhosamente servia. Quando tinha dez anos, foi enviado a Florença na qualidade de pajem de honra do grão-duque de Toscana. Depois foi à Espanha, para ser pajem do Infante Dom Diego, período em que aproveitou para estudar filosofia. Com doze anos, recebeu a Primeira Comunhão diretamente das mãos de Carlos Borromeu, hoje Santo da Igreja. Desejava ingressar para a vida religiosa, mas seu pai demorou cerca de dois anos para se convencer de sua vocação. Luís tinha quatorze anos quando venceu as resistências do pai, renunciou ao título a que tinha direito por descendência e à herança da família e entrou para o noviciado romano dos jesuítas. Passou a atender os doentes, principalmente durante as epidemias que atingiram Roma. Consta que, certa vez, Luís carregou nos ombros um moribundo que encontrou no caminho, levando-o ao hospital. Isso fez com que contraísse a peste que assolava a cidade. Luís Gonzaga morreu com apenas vinte e três anos, em 1591. Foi proclamado padroeiro da juventude. 
REFLEXÃO 
Antes de morrer, escreveu carinhosamente para sua mãe: “Senhora minha mãe, aceiteis a minha morte como um dom precioso da graça. Que a vossa benção de mãe me assista e me ajude a alcançar com felicidade o porto dos meus desejos e esperanças. Escrevo-vos com tanto maior prazer quanto é certo que não me resta outra ocasião para vos testemunhar o respeito e o amor filial que vos devo.”
ORAÇÃO 
Glorioso São Luis Gonzaga, que em tão poucos anos de vidas tanto fizestes pela glória da Igreja, volvei o vosso olhar para os jovens desta Terra a fim de que encontrem muitos como vós, pastores que os levem para o caminho da virtude e os tire das ciladas do mundo. Concedei às famílias deste mundo a consciência cristã. Enviai operários para a messe do Senhor no despertar de verdadeiras vocações sacerdotais. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
Fonte:
www.12.com

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

20 junho, 2016

20-junho - SANTA FLORENTINA
A família de santa Florentina foi agraciada. Além dela, três irmãos foram canonizados: São Leandro, Santo Isidoro, São Fulgêncio. Os pais souberam educar seus filhos na fé cristã. Nascida em Cartagena, Florentina precisou acompanhar a família na mudança para Sevilha. Seus irmãos foram todos elevados aos episcopado, sendo exemplo de vida cristã para o povo espanhol. Florentina, por sua vez, tornou-se abadessa, consagrando-se plenamente a Deus. Era uma excelente diretora espiritual, procurada por homens e mulheres. Suas orientações foram além dos muros do mosteiro e influenciou muitas outras religiosas. Esta santa era dotada de uma inteligência singular, dedicava tempo à penitência e agia com docilidade com suas companheiras de claustro. Florentina incentivava o crescimento humano através do serviço ao próximo, evitando causar o sofrimento aos semelhantes. Todos que a procuravam eram aconselhados a leitura espiritual e rezar diante do santíssimo. Para as monjas, Florentina dizia sobre a necessidade da vida comum, da discrição e do desapego material. Faleceu santamente em 636. 
REFLEXÃO 
A santidade pode ser considerada sinônimo de simplicidade. Ser santo é encontrar-se com o amor de Deus que se manisfesta através da pequenas coisas da vida: o sorriso de alguém, uma palavra de apoio, um toque ou abraço. Santa Florentina soube valorizar cada um destes gestos e tornou-se uma grande conselheira espiritual. Que Deus nos conceda ser mais atentos aos detalhes da vida e nos leve a buscar em tudo e em todos motivos de santificação.
ORAÇÃO
Deus Pai de amor e bondade, pela intercessão de santa Florentina, dai-me a graça de perseverar na vida de fé e zelar pela pregação da sua Palavra. Ajudai-me a ser dócil com meus irmãos e irmãs e em tudo dai-me a clareza da melhor decisão. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
Fonte:
www.a12.com
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

18 junho, 2016

19-junho-2016 - 12º Domingo do Tempo Comum - Lc 9,18-24
A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é proposta nos impele a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e da doação da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros.  O Evangelho nos confronta com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?” Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-lo nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.  A primeira leitura nos apresenta um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe conversão e purificação para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.  A segunda leitura reforça a mensagem geral da liturgia deste domingo, insistindo que o cristão deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o caminho do amor e da doação da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.
Reflexão:
¨ O Evangelho  define a existência cristã como um “tomar a cruz” do amor, da doação, da entrega aos irmãos. Supõe uma existência vivida na simplicidade, no serviço humilde, na generosidade, no esquecimento de si para se fazer doação aos outros. É esse o “caminho” que eu procuro percorrer?
¨ Na sociedade em geral e na Igreja em particular, encontramos muitos cristãos para quem o prestígio, as honras, os postos elevados, os tronos, os títulos são uma espécie de droga de que não prescindem e a que não podem fugir. Frequentemente, servem-se dos carismas e usam as tarefas que lhe são confiadas para se auto-promover, gerando conflitos, rivalidades, ciúmes e mal-estar. À luz do “tomar a cruz e seguir Jesus”, que sentido é que isto fará? Como podemos, pessoal e comunitariamente, lidar com estas situações? Podemos tolerá-las – em nós ou nos outros? Como é possível usar bem os talentos que nos são confiados, sem nos deixarmos tentar pelo prestígio, pelo poder, pelas honras? Tem alguma importância, à luz do que Jesus aqui ensina, que a Igreja apareça em lugar proeminente nos acontecimentos sociais e mundanos e que exija tratamentos de privilégio?
¨ Quem é Jesus, para nós? É alguém que conhecemos das fórmulas do catecismo ou dos livros de teologia, sobre quem sabemos dizer coisas que aprendemos nos livros? Ou é alguém que está no centro da nossa existência, cujo “caminho” tem um real impacto no nosso dia a dia, cuja vida circula em nós e nos transforma, com quem dialogamos, com quem nos identificamos e a quem amamos?
¨ É na oração que eu procuro perceber a vontade de Deus e encontrar o caminho do amor e da doação  da vida? Nos momentos das decisões importantes da minha vida, sinto a necessidade de dialogar com Deus e de escutar o que Ele tem para me dizer?
ORAÇÃO 
“Pai, erguemos os olhos para a imagem do teu Filho na cruz e, no seu lado trespassado, descobrimos a relação vital entre a sua Páscoa e o nosso batismo. Nós Te damos graças pela salvação que assim Ele nos concedeu. Nós Te pedimos pelas vítimas inocentes de todas as violências da nossa terra. Venha sobre nós e em nós o teu Espírito de paz”.

“Pai, nós Te damos graças pelo nosso batismo e confirmação: pela água e pela unção fomos revestidos de Cristo, pertencemos-Lhe e nele formamos um só povo.
Nós Te pedimos pelas nossas comunidades, que as classes sociais e as atitudes de toda a espécie podem levar à divisão. Que o teu Espírito nos mantenha sempre  unidos”.

“Cristo Jesus, bendito sejas. Com o Apóstolo Pedro nós confessamos: Tu és o Messias de Deus. Nós Te damos graças pelo caminho que tomaste. Nós Te pedimos: que o teu Espírito sustente a nossa fé, no meio das dúvidas que tantas vezes nos assaltam”.

Meditação para a semana. . . 
“E vós, quem dizeis que Eu sou?” Jesus nos põe esta questão a nós, hoje. Que dizemos nós dele, diante de Deus, no mais secreto do nosso ser? Que dizemos nós dele, em família, aos nossos filhos, aos nossos amigos, aos nossos irmãos…? Quando a ocasião se apresenta (no nosso trabalho, nas nossas relações sociais…), ousamos anunciar claramente quem somos ou temos receio de dizer que somos de Cristo?
fonte:
www.dehonianos.org