Fone: 3441-9205 - e-mail: psbenedito@bol.com.br Missas Matriz São Benedito: 2ª a 6ª feiras 7h00 2ª e 4ª 19h00 sábado: 18h30 Domingo: 6h30; 9h00 e 18h30 Comunidade Senhor Bom Jesus: domingo: 11h Comunidade São Geraldo Domingo 9h00 Comunidade Santo André: Sábado: 18h30 Domingo 7h30 Recanto dos Idosos N.Sra.do Rosário- RINSER)- toda 3ª feiras as 15h
06 setembro, 2015
05 setembro, 2015
06-setembro-2015 - 23º
Domingo do Tempo Comum - Mc 7,31-37
A liturgia do 23º Domingo
do Tempo Comum nos fala de um Deus comprometido com a vida e a felicidade do
homem, continuamente apostado em renovar, em transformar, em recriar o homem,
de modo a fazê-lo atingir a vida plena do Homem Novo. Na primeira leitura, um profeta da época do
exílio na Babilônia garante aos exilados, afogados na dor e no desespero, que
Jahwéh está prestes a vir ao encontro do seu Povo para o libertar e para o
conduzir à sua terra. Nas imagens dos cegos que voltam a contemplar a luz, dos
surdos que voltam a ouvir, dos coxos que saltarão como gazelas e dos mudos que
cantarão com alegria, o profeta
representa essa vida nova, excessiva, abundante, transformadora, que Deus vai oferecer
a Judá. No Evangelho, Jesus, cumprindo o
mandato que o Pai Lhe confiou, abre os ouvidos e solta a língua de um surdo-mudo… No gesto de
Jesus, revela-se esse Deus que não Se conforma quando o homem se fecha no
egoísmo e na auto-suficiência, rejeitando o amor, a partilha, a comunhão. O
encontro com Cristo leva o homem a sair do seu isolamento e a estabelecer laços
familiares com Deus e com todos os irmãos, sem exceção. A segunda leitura dirige-se àqueles que
acolheram a proposta de Jesus e se comprometeram a segui-lo no caminho do amor,
da partilha, da doação. Convida-os a não discriminar ou marginalizar qualquer
irmão e a acolher com especial bondade os pequenos e os pobres.
Reflexão:
• O Evangelho deste
domingo nos garante, uma vez mais, que o Deus em quem acreditamos é um Deus
comprometido conosco, preocupado em renovar o homem, em transformá-lo, em
recriá-lo, em fazê-lo chegar à vida plena do Homem Novo. Este Deus que abre os
ouvidos dos surdos e solta a língua dos mudos é um Deus cheio de amor, que não
abandona os homens à sua sorte nem os deixa adormecer em esquemas de comodismo
e de instalação; mas, a cada instante, vem ao seu encontro, desafia-os a ir
mais além, convida-os a atingir a plenitude das suas possibilidades e das suas
potencialidades. Não esqueçamos esta realidade: na nossa viagem pela vida, não
caminhamos sozinhos, arrastando sem objetivo a nossa pequenez, a nossa miséria,
a nossa debilidade; mas ao longo de todo o nosso percurso pela história, o
nosso Deus vai ao nosso lado, apontando-nos, com amor, os caminhos que nos
conduzem à felicidade e à vida verdadeira.
• O surdo-mudo,
incapaz de escutar a Palavra de Deus, representa esses homens que vivem
fechados aos projetos e aos desafios de Deus, ocupados em construir a sua vida
de acordo com esquemas de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, que não
precisam de Deus nem das suas propostas. O homem do nosso tempo já nem gasta
tempo em negar Deus; limita-se a ignorá-lo, surdo aos seus desafios e às suas
indicações. O que é que as propostas de Deus significam para mim? Dou ouvidos
aos apelos e desafios de Deus, ou aos valores e propostas que o mundo me
apresenta? Quando tenho que fazer opções, o que é que conta: as propostas de
Deus ou as propostas do mundo?
• O surdo-mudo
representa também aqueles que não se preocupam em comunicar, em partilhar a
vida, em dialogar, em deixar-se interpelar pelos outros… Define a atitude de
quem não precisa dos irmãos para nada, de quem vive instalado nas suas certezas
e nos seus preconceitos, convencido de que é dono absoluto da verdade. Define a
atitude daquele que não tem tempo nem disponibilidade para o irmão; define a
atitude de quem não é tolerante, de quem não consegue compreender os erros e as
falhas dos outros e não sabe perdoar. Uma vida de “surdez” é uma vida vazia,
estéril, triste, egoísta, fechada, sem amor. Não é nesse caminho que
encontramos a nossa realização e a nossa felicidade…
• O surdo-mudo
representa ainda aqueles que se fecham no egoísmo e no comodismo, indiferentes
aos apelos do mundo e dos irmãos. Somos surdos quando escutamos os gritos dos
injustiçados e lavamos as nossas mãos; somos surdos quando toleramos estruturas
que geram injustiça, miséria, sofrimento e morte; somos surdos quando pactuamos
com valores que tornam o homem mais escravo e mais dependente; somos surdos
quando encolhemos os ombros, indiferentes, face à guerra, à fome, à injustiça,
à doença, ao analfabetismo; somos surdos quando temos vergonha de testemunhar
os valores em que acreditamos; somos surdos quando nos demitimos das nossas
responsabilidades e deixamos que sejam os outros a comprometer-se e a se
arriscar; somos surdos quando calamos a nossa revolta por medo, covardia ou
calculismo; somos surdos quando nos resignamos em vegetar no nosso sofá cômodo,
sem nos empenharmos na construção de um mundo novo… Uma vida comodamente
instalada nesta “surdez” descomprometida é uma vida que vale a pena ser vivida?
• A missão de Cristo
consistiu precisamente em abrir os olhos aos cegos e desatar a língua dos
mudos… Ele veio nos abrir à relação com Deus, ao amor dos irmãos, ao
compromisso com o mundo. Quem adere a Cristo e quer segui-lo no caminho do amor
a Deus e da entrega aos irmãos, não pode resignar-se a viver fechado a Deus e
ao mundo. O encontro com Cristo tira-nos da mediocridade e desperta-nos para o
compromisso, para o empenho, para o testemunho. Leva-nos a sair do nosso
isolamento e a estabelecer laços familiares com Deus e com todos os nossos
irmãos, sem exceção.
• O surdo-mudo da
nossa história foi trazido e apresentado a Jesus por outras pessoas. O pormenor
nos lembra o nosso papel no sentido de
fazer a ponte entre os irmãos que vivem prisioneiros da “surdez” e a proposta
libertadora de Jesus Cristo. Não podemos ficar de braços cruzados quando algum
dos nossos irmãos se instala em esquemas de fechamento, de egoísmo, de
auto-suficiência; mas, com o nosso testemunho de vida, temos que lhe apresentar
essa proposta libertadora que Cristo quer oferecer a todos os homens.
• Antes de curar o
surdo-mudo, Jesus “ergueu os olhos ao céu”. O gesto de Jesus nos recorda que é
preciso manter sempre, no meio da ação, a referência a Deus. É necessário
dialogarmos continuamente com Deus para descobrir os seus projetos, para
perceber as suas propostas, para ser fiel aos seus planos; é preciso tomar
continuamente consciência de que é Deus que age no mundo através dos nossos
gestos; é preciso que toda a nossa ação encontre em Deus a sua razão última: se
isso não acontecer, rapidamente a nossa ação perde todo o sentido.
“Effata!” “Abre-te!” Esta palavra tão simples
é na realidade muito perigosa. Como diz o dicionário, abrir é fazer com que o
que está fechado não o fique mais. Óbvio, mas cheio de consequências! Os Judeus
de Jerusalém tinham consciência de serem o Povo eleito por Deus. Nem pensar em misturar-se
aos outros povos, aos pagãos, aos estrangeiros! E eis que Jesus faz o
contrário. Sai das fronteiras de Israel, vai junto dos pagãos, fazendo mesmo
milagres em seu favor. É o mundo ao contrário! Ele não teme nem mesmo ter
contacto físico com este surdo-mudo, impuro aos olhos dos Judeus fiéis. Antes
de abrir os ouvidos do infeliz, é Jesus que Se abre aos estrangeiros,
tornando-Se um impuro aos olhos dos Judeus. Evidentemente, é muito arriscado,
ainda hoje, abrir a sua porta, mas primeiro o seu coração aos estrangeiros.
Porque é preciso olhá-los ultrapassando os preconceitos, aceitando outras
maneiras de pensar e de viver. Aquele que segue Jesus não pode esquivar-se à
interrogação: E eu, onde estou quanto à minha abertura de coração? Jesus quer
sempre vir até mim, tocar os meus ouvidos para que eu ouça melhor o grito dos
meus irmãos angustiados, tocar os meus olhos para que procure encontrar o olhar
de Deus sobre os outros. A um visitante que lhe perguntava para que servia um
concílio, João XXIII respondeu: “ o concílio é a janela aberta. Ou ainda, é
tirar a poeira e varrer a casa, e pôr flores e abrir a porta dizendo a todos:
Vinde e vede, aqui é a casa do bom Deus!” Na manhã de Páscoa, já houve uma
abertura, quando a pedra que fechava o túmulo de Jesus foi retirada. E antes
ainda, tinha havido já uma abertura, quando o soldado romano tinha aberto o
lado de Jesus com um golpe de lança. Estas duas aberturas nunca foram fechadas.
Participando da Eucaristia, vimos beber a água e o sangue que brotam para que o
grito de Jesus seja eficaz também em nós: “Effata!” “Abre-te!”
Meditação para a semana …
Um tempo de meditação… Para nos impregnarmos daquilo que o Senhor deseja para
nós, encontremos um tempo para rezar e meditar estas simples palavras de Cristo:
“Abre-te”. O Salmo 145 pode ajudar-nos. Por este tempo de meditação, procuremos descobrir o que impede ainda em
nós a verdadeira libertação oferecida pelo Senhor.
Cada Eucaristia é uma
passagem de Cristo ressuscitado: deixemo-nos tocar por Ele para nos abrirmos…
fonte:
www.dehonianos.org
05
de Setembro - Madre Teresa de Calcutá
Agnes Gouxha
Bojaxhiu, madre Teresa de Calcutá, nasceu no dia 27 de agosto de 1910, em
Skopje, Iugoslávia. Seus pais, os albaneses Nicolau e Rosa, tiveram três
filhos. Na época escolar, Agnes tornou-se membro de uma associação católica
para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. Aos 12
anos, já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos
missionários. Agnes pediu para ingressar
na Congregação das Irmãs de Loreto, que trabalhavam como missionárias em sua
região. Logo foi encaminhada para a Abadia de Loreto, na Irlanda, onde
aprenderia o inglês e depois seria enviada à Índia, a fim de iniciar seu
noviciado. Feitos os votos, adotou o nome Teresa, em homenagem à carmelita
francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos missionários. Primeiramente, irmã Teresa foi incumbida de
ensinar história e geografia no colégio da Congregação, em Calcutá, atividade
que exerceu por 17 anos. Cercada de crianças, filhas das melhores famílias de
Calcutá, impressionava-se com o que via quando saia à rua: pobreza
generalizada, crianças e velhos moribundos e abandonados, pessoas doentes sem a
quem recorrer. O dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na sua vida como o
"dia da inspiração". Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, percebeu
que deveria dedicar toda a sua existência aos mais pobres e excluídos, deixando
o conforto do colégio da Congregação. E
assim fez. Irmã Teresa tomou algumas aulas de enfermagem, que julgava útil a
seu plano, e misturou-se aos pobres, primeiro na cidade de Motijhil. A
princípio, juntou cinco crianças de um bairro miserável e passou a dar-lhes
escola. Passados dez dias, já se somavam 50 crianças. O seu trabalho começou a
ficar conhecido e a solidariedade do povo operava em seu favor, com donativos e
trabalho voluntário. Para irmã Teresa, o
trabalho deveria continuar a dar frutos sem depender apenas das doações e dos
voluntários. Seria necessário às suas companheiras que tivessem o espírito de
vida religiosa e consagrada. Logo, uma a uma ouviram o chamado de Deus para
entregarem-se ao serviço dos mais pobres. Nascia a Congregação das Missionárias
da Caridade, com seu estatuto aprovado em 1950. E ela se tornou madre Teresa, a
superiora. As missionárias saíram às ruas e passaram a recolher doentes de toda
espécie. Para as irmãs missionárias, cada doente, cada corpo chagado
representava a figura de Cristo, e sua ajuda humanitária era a mais doce das
tarefas. Somente com essa filosofia é que as corajosas irmãs poderiam tratar
doentes de lepra, elefantíase, gangrena, cujos corpos, em putrefação, eram
imagens horrendas que exalavam odores intoleráveis. Todos eles tinham lugar,
comida, higiene e um recanto para repousar junto às missionárias. Reconhecido universalmente, o trabalho de
madre Teresa rendeu-lhe um prêmio Nobel da Paz, em 1979. Esse foi um dos muitos
prêmios recebidos pela religiosa devido ao seu trabalho humanitário. Nesse
período, sua obra já se havia espalhado pela Ásia, Europa, África, Oceania e
Américas.
No dia 5 de setembro de 1997, madre Teresa veio a falecer, na Índia. A comoção
foi mundial. Uma fila de quilômetros formou-se durante dias a fio, diante da
igreja de São Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo estava sendo velado. Ao fim de
uma semana, o corpo da madre foi trasladado ao estádio Netaji, onde o cardeal
Ângelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano, celebrou a missa de corpo
presente. Em 2003, o papa João Paulo II,
seu amigo pessoal, ao comemorar o jubileu de prata do seu pontificado,
beatificou madre Teresa de Calcutá, reconhecida mundialmente como a "Mãe
dos Pobres". Na emocionante solenidade, o sumo pontífice disse:
"Segue viva em minha memória sua diminuta figura, dobrada por uma
existência transcorrida a serviço dos mais pobres entre os mais pobres, porém
sempre carregada de uma inesgotável energia interior: a energia do amor de
Cristo".
fonte:
03 setembro, 2015
04/setembro/2015 - 1a sexta-feira do mês
Casas abençoadas pelo Sagrado Coração
A nona promessa do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria Alacoque nos ensina: "abençoarei a casa em que se achar exposta e for venerada a imagem do meu Coração". A fé constrói pontes. Ela é caminho seguro. Aquele que tem fé nunca está só. Crer em Jesus significa também crer no mundo, crer na vida, na felicidade. uma vez firmados na fé, nada mais nos pode enganar. É da fé que extraímos a doçura da vida, o sabor do sagrado, o sentido da existência. É a fé que nos oferece o desejo da eternidade. Para a construção de uma casa, precisamos colocar o fundamento. Coloquemos na devoção ao Sagrado Coração a base de nossa fé e confiança.
Pe. Antonio Francisco Bohn
fonte:
REZAR COM O PAPA (SET 2015)
Cada mês, o Santo Padre propõe intenções de oração a todos os cristãos, pelos desafios que considera mais importantes para o mundo e para a Igreja. O Passo-a-rezar, em colaboração com o Lugar Sagrado, disponibiliza um ficheiro mensal que ajuda a rezar por esta intenção. Ao fazer isto, estarás a fazer parte desta rede mundial de oração, composta por mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo, simpatizantes do Apostolado da Oração, que tem como missão rezar e divulgar estas intenções.
Intenção universal do Papa para o mês de SETEMBRO:
Universal: Oportunidades para os jovens
Para que abundem as oportunidades de formação e de trabalho para os jovens.
Pela Evangelização: Catequistas, testemunhas da fé
Para que a vida dos catequistas seja um testemunho coerente da fé que anunciam.
fonte:
www.passo-a-rezar.net
03 de Setembro - São Gregório Magno
Pedro foi "a
pedra" sobre a qual o cristianismo se edificou. Mas, para isso, foi usada
uma argamassa feita da dedicação e da fé de muitos cristãos que o sucederam.
Assim, a Igreja Católica se fez grande devido aos grandes papas que teve,
dentre os quais temos o papa Gregório, chamado "o Magno", ou seja, o
maior de todos, em sabedoria, inteligência e caridade. Nascido em 540, na
família Anícia, de tradição na Corte romana, muito rica, influente e poderosa,
Gregório registrou de maneira indelével sua passagem na história da Igreja,
deixando importantíssimas realizações, como, por exemplo, a instituição da
observância do celibato, a introdução do Pai-Nosso na missa e o famoso
"canto gregoriano". Foi muito amado pelo povo simples, por causa de
sua extrema humildade, caridade e piedade. Sua vocação surgiu na tenra
infância, sendo educado num ambiente muito religioso — sua mãe, Sílvia, e duas
de suas tias paternas, Tarsila e Emiliana, tornaram-se santas. As três mulheres
foram as responsáveis, também, por sua formação cultural. Quando seu pai,
Jordão, morreu, Gregório era muito jovem, mas já havia ingressado na vida
pública, sendo o prefeito de Roma. Nessa época, buscava refúgio, na capital, um
grupo de monges beneditinos, cujo convento, em Montecassino, fora atacado pelos
invasores lombardos. Gregório, então, deu-lhes um palácio na colina do Célio,
onde fundaram um convento dedicado a santo André. Esse contato constante com
eles fez explodir de vez sua vocação monástica. Assim, renunciou a tudo e foi
para o convento que permitira fundar, onde vestiu o hábito beneditino. Mais
tarde, declararia que seus anos no monastério foram os melhores de sua vida. Como sua sabedoria não poderia ficar restrita apenas a um convento, o papa
Pelágio nomeou-o para uma importante missão em Constantinopla. Nesse período,
Gregório escreveu grande parte de sua obra literária. Chamado de volta a Roma,
foi eleito abade do Convento de Santo André e, nessa função, ganhou fama por
sua caridade e dedicação ao próximo. Assim, após a morte do papa Pelágio,
Gregório foi eleito seu sucessor. Porém, de constituição física pequena e saúde
precária, relutou em aceitar o cargo. Chegou a escrever uma carta ao imperador,
pedindo que o liberasse da função. Só que a carta nunca foi remetida pelos seus
confrades e ele acabou tendo de assumir, um ano depois, sendo consagrado em 3
de setembro de 590. Os 14 anos de seu
pontificado passaram para a história da Igreja como um período singular. Papa
Gregório levou uma vida de monge, dispensou todos os leigos que serviam no
palácio, exercendo um apostolado de muito trabalho, disciplina, moralidade e
respeito às tradições da doutrina cristã. No comando da Igreja, orientou a
conversão dos ingleses, protegeu os judeus da Itália contra a perseguição dos
hereges e tomou todas as atitudes necessárias para que o cristianismo fosse
respeitado por sua piedade, prudência e magnanimidade.
Morreu em 604, sendo sepultado na basílica de São Pedro. Os registros mostram
que, durante o seu funeral, o povo já aclamava santo o papa Gregório Magno,
honrado com o título de doutor da Igreja. Sua festa ocorre no dia em que foi
consagrado papa.
fonte:
www.paulinas.org.br
01 setembro, 2015
31 agosto, 2015
31 de Agosto - São Raimundo Nonato
Raimundo nasceu em
Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. Seus pais eram nobres, porém não
tinham grandes fortunas. O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe
morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Por isso Raimundo
recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi
extraído vivo do corpo sem vida dela. Dotado
de grande inteligência, fez com certa tranquilidade seus estudos primários. O
pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar
uma pequena fazenda de propriedade da família. Com isso, queria demovê-lo da
ideia de ingressar na vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao
contrário. Raimundo, no silêncio e na
solidão em que vivia, fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se
unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro
Nolasco, agora também santo. A Ordem tinha como principal finalidade libertar
cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos. Nessa
missão, dedicou-se de coração e alma. Apesar da dificuldade, conseguiu o
consentimento do pai e, finalmente, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o
hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote, e seus dotes de
missionário vieram à tona, dedicando-se de coração e alma. Por isso foi mandado
em missão à Argélia, norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos
muçulmanos. Conseguiu libertar 150 escravos e devolvê-los às suas famílias. Quando se ofereceu como refém, sofreu no
cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mas mesmo assim não abandonou seu
trabalho. Levava o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele
e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus. Muitas foram as pessoas
convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, os quais
mandaram que lhe perfurassem a boca e colocassem cadeados, para que Raimundo
nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo. Raimundo sofreu durante oito meses essa
tortura até ser libertado, mas com a saúde abalada. Quando chegou à pátria, na
Catalunha, em 1239, logo foi nomeado cardeal pelo papa Gregório IX, que o
chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte,
mas não conseguiu concluí-la. Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já
com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo Nonato foi
acometido de forte febre e acabou morrendo, em 31 de agosto de 1240, aos 40
anos de idade. Raimundo Nonato foi
sepultado naquela cidade e o seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo,
então, erguida uma igreja para abrigar seus restos mortais. Seu culto
propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São
Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado como Padroeiro
das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras.
fonte:
29 agosto, 2015
HOMILIA 30-AGOSTO-2015
Padre Marcos Daniel de moraes Ramalho
30-agosto-2015 - 22º Domingo do Tempo Comum
Padre Marcos Daniel de moraes Ramalho
30-agosto-2015 - 22º Domingo do Tempo Comum
A liturgia do 22º Domingo
do Tempo Comum nos propõe uma reflexão sobre a “Lei”. Deus quer a realização e
a vida plena para o homem e, nesse sentido, propõe-lhe a sua “Lei”. A “Lei” de
Deus indica ao homem o caminho a seguir. Contudo, esse caminho não se esgota
num mero cumprimento de ritos ou de práticas vazias de significado, mas num
processo de conversão que leve o homem a comprometer-se cada vez mais com o
amor a Deus e aos irmãos. A primeira
leitura nos garante que as “leis” e
preceitos de Deus são um caminho seguro para a felicidade e para a vida em
plenitude. Por isso, o autor dessa catequese recomenda insistentemente ao seu
Povo que acolha a Palavra de Deus e se deixe guiar por ela. No Evangelho, Jesus denuncia a atitude
daqueles que fizeram do cumprimento externo e superficial da “lei” um valor
absoluto, esquecendo que a “lei” é apenas um caminho para chegar a um
compromisso efetivo com o projeto de Deus. Na perspectiva de Jesus, a
verdadeira religião não se centra no cumprimento formal das “leis”, mas num
processo de conversão que leve o homem à comunhão com Deus e a viver numa real
partilha de amor com os irmãos. A segunda leitura nos convida a escutar e acolher a Palavra de Deus; mas avisa que essa
Palavra ouvida e acolhida no coração tem que tornar-se um compromisso de amor,
de partilha, de solidariedade com o mundo e com os homens.
Reflexão:
¨ O que é que é
decisivo na experiência religiosa? Será o estrito cumprimento das leis
definidas pela Igreja? Serão as manifestações exteriores de religiosidade que
definem quem é bom ou mau, santo ou pecador, amigo ou inimigo de Deus?
¨ As “leis” têm o seu
lugar numa experiência religiosa, enquanto sinais indicadores de um caminho a
percorrer. No entanto, é preciso que tenhamos o discernimento suficiente para
dar à “lei” um valor justo, vendo-a apenas como um meio para ir além no
compromisso com Deus e com os irmãos. A finalidade da nossa experiência
religiosa não é cumprir leis, mas aprofundar a nossa comunhão com Deus e com os
outros homens sendo, eventualmente, ajudados nesse processo por “leis” que nos
indicam o caminho a seguir.
¨ Se fizermos das
leis algo absoluto, elas podem tornar-se
para nós um fim e não um caminho. Nesse caso, as “leis” serão, em última
análise, uma forma de acalmar a nossa consciência, de nos julgarmos em paz com
Deus, de sentirmos que Deus nos deve algo porque nós cumprimos todas as regras
estabelecidas. Tornamo-nos orgulhosos e auto-suficientes, pois sentimos que
somos nós que, com o nosso esforço em seguir a regra, conquistamos a nossa
salvação. Deixamos de precisar de Deus, ou só precisamos dele para apreciar o
nosso esforço e para nos dar aquilo que julgamos ser uma “justa recompensa”. O
culto que prestamos a Deus pode tornar-se, nesse caso, um processo interesseiro
de compra e venda de favores e não uma manifestação do amor que nos enche o
coração. A nossa religião será, nesse caso, uma mentira, uma negociata, que
Deus não aprecia nem pode assegurar.
¨ De acordo com os
ensinamentos de Jesus, não é muito religioso ou muito cristão quem aceita todas
as “leis” propostas pela Igreja, ou quem cumpre escrupulosamente todos os
ritos; mas é cristão verdadeiro aquele que, no seu coração, aderiu a Jesus e
procura segui-lo no caminho do amor e da entrega, que aceita integrar a
comunidade dos discípulos, que acolhe com gratidão os dons de Deus, que celebra
a fé em comunidade, que aceita fazer com os irmãos uma experiência de amor
partilhado.
¨ É isso que Jesus
quer dizer quando convida os seus discípulos a não se preocuparem com as leis e
os ritos externos, mas a preocuparem-se com o que lhes sai do coração. É no
interior do homem que se definem os sentimentos, os desejos, os pensamentos, as
opções, os valores, as ações do homem. É daí que nascem os nossos gestos
injustos, as discórdias e violências que destroem a relação, as tentativas de
humilhar os irmãos, os rancores que nos impedem de perdoar e de aceitar os
outros, as opções que nos fazem escolher caminhos errados e que nos escravizam
a nós e àqueles que caminham ao nosso lado… A verdadeira religião passa por um
processo de contínua conversão, no sentido de nos parecermos cada vez mais com
Jesus e de acolhermos a proposta de Homem Novo que Ele veio nos trazer.
¨ É preciso nos mantermos
livres e críticos em relação às “leis” que nos são propostas, sejam elas leis
civis ou religiosas... Elas servem-nos e devem ser consideradas se nos ajudarem
a sermos mais humanos, mais fraternos, mais justos, mais comprometidos, mais
coerentes, mais “família de Deus”; elas deixam de servir se geram escravidão, dependência, injustiça, opressão,
marginalização, divisão, morte. O processo de discernimento das “leis” boas e
más não pode, contudo, ser um processo solitário; mas deve ser um processo que
fazemos, com o Espírito Santo, na partilha comunitária, no confronto fraterno
com os irmãos, numa procura coerente e interessada do melhor caminho para
chegarmos à vida plena e verdadeira.
Só Deus pode ver o
coração, enquanto os homens, esses, vêem as aparências. É, pois, com toda a
confiança filial que podemos deixar Deus nos olhar. Mas isso é exigente para
nós, porque todas as nossas palavras e todos os nossos gestos devem estar em
harmonia com o que o nosso coração quer exprimir. As nossas palavras e orações
devem ser a expressão do nosso amor filial e fraternal. A lei de Deus está
inscrita no nosso coração, conhecemos a sua vontade, sabemos muito bem o que
Lhe agrada: cabe a nós pormo-nos de acordo sobre os nossos comportamentos e
sobre esta vontade de Deus. Aliás, falta-nos pedir-Lhe: “Que a tua vontade seja
feita!” Então, talvez Deus dir-nos-á: “Honras-me com os lábios, fazes a minha
vontade, mas o teu coração está longe de Mim”.
Os escribas e fariseus
tinham enchido a Lei de Moisés com tantas interpretações que acabou por sacralizá-la e torná-la intocável,
sob o nome de “tradições dos antigos”. A lei tinha se tornado, em todos os detalhes da vida
quotidiana, um fardo insuportável denunciado pelo próprio Jesus. Assim, era
contrário à tradição dos antigos comer sem ter lavado as mãos. Regra de higiene elementar,
sem dúvida, mas que tinha se intitulado
de “purificação”. Não se submeter a essa regra era tornar-se impuro aos olhos
de Deus! O que faziam precisamente alguns discípulos de Jesus. Jesus aproveita
para dar uma lição de moral… A palavra de Jesus tem todo o seu valor e vigor.
Quantas interpretações dadas em Igreja, ao longo dos séculos, que acabamos por
identificar com a Palavra de Deus! Multiplicaram-se leis, obrigações e
proibições, dizendo: “É a tradição!” Nem pensar em mudar uma vírgula das regras
litúrgicas ou morais! É, sem dúvida, uma atitude tranquilizadora, mas esconde
muitas vezes medos e inseguranças. É a mesma reação dos escribas e dos fariseus! Ora, não é
protegendo a nossa fé com uma carapaça de leis que a tornamos mais sólida, mas
por uma escuta sem cessar nova daquilo que “o Espírito diz às Igrejas”. Mas é
verdade que o Espírito Santo sempre teve tendência para mexer com os homens e
provocá-los, para fazê-los avançar para o grande largo! O Espírito de Jesus
quer construir-nos como seres vivos, com uma coluna interior e não com uma carapaça exterior, para
que possamos manter-nos de pé, como ressuscitados!
Meditação para a semana .
. .
Ter um objetivo…
Não fiquemos apenas nas boas intenções…
Não tenhamos muitas
ambições… Cristo não nos pede grandes façanhas, Ele prefere a sinceridade do
coração e a vontade de servir o nosso próximo.
Vale mais ter um objetivo
razoável (visitar determinada pessoa que está só, ajudar outra nas suas
preocupações materiais) e tudo fazer para atingir esse irmão criado por Deus à sua
imagem e semelhança.
fonte:
www.dehonianos.org
29 de Agosto - Martírio de São João Batista
A festa da natividade de são João Batista ocorre no dia
24 de junho. Ela faz parte da tradição dos cristãos, assim como esta que
celebramos hoje, do martírio de são João Batista. No calendário litúrgico da
Igreja, esta comemoração iniciou na França, no século V, sendo introduzida em
Roma no século seguinte. A origem da comemoração foi a construção de uma igreja
em Sebaste, na Samaria, sobre o local indicado como o do túmulo de são João
Batista. João era primo de Jesus e foi quem melhor soube levar ao povo a palavra do
Mestre. Jesus dedicou-lhe uma grande simpatia e respeito, como está escrito no
evangelho de são Lucas: "Na verdade vos digo, dentre os nascidos de
mulher, nenhum foi maior que João Batista". João Batista foi o precursor
do Messias. Foi ele que batizou Jesus no rio Jordão e preparou-lhe o caminho
para a pregação entre o povo. Não teve medo e denunciou o adultério do rei
Herodes Antipas, que vivia na imoralidade com sua cunhada Herodíades. A
ousadia do profeta despertou a ira do rei, que imediatamente mandou prendê-lo.
João Batista permaneceu na prisão de Maqueronte, na margem oriental do mar
Morto, por três meses. Até que, durante uma festa no palácio daquela cidade, a
filha de Herodíades, Salomé, instigada pela ardilosa e perversa mãe, dançou
para o rei e seus convidados. A bela moça era uma exímia dançarina e tinha a
exuberância da juventude, o que proporcionou a todos um estonteante espetáculo. No final, ainda entusiasmado, o rei Herodes disse que ela poderia pedir o que
quisesse como pagamento, porque nada lhe seria negado. Por conselho da mãe, ela
pediu a cabeça de João Batista numa bandeja. Assim, a palavra do rei foi
mantida. Algum tempo depois, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato,
entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe. O martírio por decapitação de
são João Batista, que nos chegou narrado através do evangelho de são Marcos,
ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus.
fonte:
www.paulinas.org.br
28 agosto, 2015
28 de Agosto - Santo Agostinho de Hipona - Bispo e doutor da Igreja (354-430)
Aurélio Agostinho nasceu no dia 13 de novembro de 354, na cidade de Tagaste,
hoje região da Argélia, na África. Era o primogênito de Patrício, um pequeno
proprietário de terras, pagão. Sua mãe, ao contrário, era uma devota cristã,
que agora celebramos como santa Mônica, no dia 27 de agosto. Mônica procurou
criar o filho no seguimento de Cristo. Não foi uma tarefa fácil. Aliás, ela até
adiou o seu batismo, receando que ele o profanasse. Mas a exemplo do provérbio
que diz que "a luz não pode ficar oculta", ela entendeu que Agostinho
era essa luz.
Aos 16 anos de idade, na exuberância da adolescência, foi estudar fora de casa.
Na oportunidade, envolveu-se com a heresia maniqueísta e também passou a
conviver com uma moça cartaginense, que lhe deu, em 372, um filho, Adeodato.
Assim era Agostinho, um rapaz inquieto, sempre envolvido em paixões e atitudes
contrárias aos ensinamentos da mãe e dos cristãos. Possuidor de uma inteligência
rara, depois da fase de desmandos da juventude, centrou-se nos estudos e
formou-se, brilhantemente, em retórica. Excelente escritor, dedicava-se à
poesia e à filosofia. Procurando maior
sucesso, Agostinho foi para Roma, onde abriu uma escola de retórica. Foi
convidado para ser professor dessa matéria e de gramática em Milão. O motivo
que o levou a aceitar o trabalho em Milão era poder estar perto do agora santo
bispo Ambrósio, poeta e orador, por quem Agostinho tinha enorme admiração.
Assim, passou a assistir aos seus sermões. Primeiro, seu interesse era só pelo
conteúdo literário da pregação; depois, pelo conteúdo filosófico e doutrinário.
Aos poucos, a pregação de Ambrósio tocou seu coração e ele se converteu,
passando a combater a heresia maniqueísta e outras que surgiram. Foi batizado,
junto com o filho Adeodato, pelo próprio bispo Ambrósio, na Páscoa do ano de
387, com 33 e 15 anos de idade, respectivamente. Nessa época, Agostinho passou por uma grande
provação: seu filho morreu. Era um menino muito inteligente, a quem dedicava
muita atenção e afeto. Decidiu, pois, voltar com a mãe para sua terra natal, a
África, mas Mônica também veio a falecer, no porto de Óstia, não muito distante
de Roma. Depois do sepultamento da mãe, Agostinho prosseguiu a viagem, chegando
a Tagaste em 388. Lá, decidiu-se pela vida religiosa e, ao lado de alguns
amigos, fundou uma comunidade monástica, cujas Regras escritas por ele deram,
depois, origem a várias Ordens, femininas e masculinas. Porém, o então bispo de
Hipona decidiu que "a luz não devia ficar oculta" e convidou
Agostinho para acompanhá-lo em suas pregações, pois já estava velho e doente.
Para tanto, ele consagrou Agostinho sacerdote e, logo após a sua morte, em 397,
Agostinho foi aclamado pelo povo como novo bispo de Hipona. Por 34 anos, Agostinho foi bispo daquela
diocese, considerado o pai dos pobres, um homem de alta espiritualidade e um
grande defensor da doutrina de Cristo. Na verdade, foi definido como o mais
profundo e importante filósofo e teólogo do seu tempo. Sua obra iluminou quase
todos os pensadores dos séculos seguintes. Escreveu livros importantíssimos,
entre eles sua autobiografia, "Confissões", e "Cidade de
Deus". Depois de uma grave
enfermidade, morreu amargurado, aos 76 anos de idade, em 28 de agosto de 430,
pois os bárbaros haviam invadido sua cidade episcopal. Em 725, o seu corpo foi
transladado para Pavia, Itália, sendo guardado na igreja São Pedro do Céu de
Ouro, próximo do local de sua conversão. Santo Agostinho recebeu o honroso
título de 'Doutor da Igreja' e é celebrado no dia de sua morte.
fonte:
www.paulinas.org.br
27 agosto, 2015
27 de Agosto - Santa Mônica - Viúva (332-287)
Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 332, no seio de uma
família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que
visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve
uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome
Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão.
Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela
conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir
ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer. Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e
uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande
preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos
e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade,
inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram com que a
sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio de que ele profanasse o sacramento. E teria acontecido, porque Agostinho, aos 16
anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O
coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por
isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos
do bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que
se perca um filho de tantas lágrimas".
Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas,
procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um
navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor
oficial de retórica. Mônica, desejando a
todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos
poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por
curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado
freqüentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho
se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica
colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas. Mãe e filho decidiram voltar para a terra
natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo
depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha 56 anos. O papa Alexandre III confirmou o tradicional
culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A
sua festa é celebrada no dia de sua morte. O seu corpo, venerado durante
séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e
depositado na Igreja de Santo Agostinho.
Uma
de suas frases: "Nada está longe de Deus".
fonte:
www.paulinas.org.br
25 agosto, 2015
.... ATENÇÃO!!!
VOCÊ É DOADOR DE SANGUE? JÁ PENSOU EM SER?
E VOCÊ JÁ PENSOU EM SER UM DOADOR DE MEDULA ÓSSEA?
No próximo mês, dia 18/09/2015
(uma sexta-feira), uma equipe do HEMOCENTRO DA UNICAMP estará na comunidade do
Bom Jesus para fazer coletas de sangue - atenção, doadores!!! - e receber
inscrições para doadores de medula óssea. A equipe do Hemocentro estará
realizando este trabalho das 9h às 12h.
Ai, padre, e tarde, não
tem? Não, meus queridos, não tem. Penso que por uma questão de estrutura
(recolher o sangue, armazenar... tudo isso precisa de uma grande estrutura, que
só o Hemocentro, lá em Campinas, pode oferecer.
Aqui será muito mais um
trabalho de conscientização. Além de coletar o sangue - atenção, doadores! -,
haverá uma equipe explicando como funciona o processo para doação de medula
óssea. Você não doa na hora. Você deixará seu nome para ser um doador (um
cadastro). Eles farão uma pequena coleta do seu sangue, que será armazenada e
servirá para cruzar seus dados com os dados dos pacientes que precisam dessa
doação. Quando o seu sangue for compatível com o sangue de um paciente, aí
começa todo um trabalho para que essa doação, de fato, aconteça. É seguro, é
simples, e é muito importante. Gostaria de fazer parte de tudo isso?
Então, fique atento!
Sexta, 18/09/2015
Das 9h às 12h
No salão pastoral da
Comunidade Bom Jesus, na Av. Rio Claro, bem próximo do Hard Chopp e da Drogaria
São Paulo.
24 agosto, 2015
24 de Agosto - São Bartolomeu
Bartolomeu, também chamado
Natanael, foi um dos 12 primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos
evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos. Bartolomeu nasceu em Caná, na Galileia, uma
pequena aldeia a 14 quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No
Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra
"bar" que dizer "filho" e "tholmai" significa
"agricultor". Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que
Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e
ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias. Até esse seu primeiro encontro com Jesus,
Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus.
Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes
na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi
feita pelo próprio Mestre: "Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não
há fingimento". Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do
Mestre na terra. Compartilhou seu cotidiano, presenciou seus milagres, ouviu
seus ensinamentos, viu Cristo ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e,
finalmente, assistiu sua ascensão ao céu.
Depois do Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa-Nova. Encerradas
essas narrativas dos evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos,
isto é, das antigas tradições. A mais conhecida é da Armênia, que conta que
Bartolomeu foi evangelizar as regiões da Índia, Armênia Menor e Mesopotâmia. Superou dificuldades incríveis, de idioma e
cultura, e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo, pregando
segundo o evangelho de são Mateus. Foi na Armênia, depois de converter o rei
Polímio, a esposa e mais 12 cidades, que ele teria sofrido o martírio, motivado
pela inveja dos sacerdotes pagãos, os quais insuflaram Astiages, irmão do rei,
e conseguiram uma ordem para matar o apóstolo. Bartolomeu foi esfolado vivo e,
como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto do ano 51.
A Igreja comemora são Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o
modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo.
fonte:
23 agosto, 2015
23 de Agosto - Santa Rosa de Lima Terciária dominicana, padroeira da América Latina (1586-1617)
Isabel Flores y de Oliva nasceu na cidade de Lima, capital do Peru, no dia 20
de abril de 1586. A décima dos 13 filhos de Gaspar Flores e Maria de
Oliva. À medida que crescia com o rosto rosado e belo, recebeu dos familiares o
apelido de Rosa, como ficou conhecida. Seus pais eram ricos espanhóis que se
haviam mudado para a próspera colônia do Peru, mas os negócios declinaram e
eles ficaram na miséria. Ainda criança,
Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação, sendo dotada de dons
especiais de profecia. Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da
Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Apesar dos apelos da
família, que contava com sua ajuda para o sustento, ela ingressou na Ordem
Terceira Dominicana, tomando como exemplo de vida santa Catarina de Sena.
Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa,
aumentando seus dons de profecia e prodígios. E, para perder a vaidade, cortou
os cabelos e engrossou as mãos, trabalhando na lavoura com os pais. Aos 20 anos, pediu e obteve licença para
emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana. Quando vestiu
o hábito e se consagrou, mudou o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por
causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de
Santa Maria. Construiu uma pequena cela
no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de
mortificação e de abandono à vontade de Deus. A partir do hábito, ela imprimiu
ainda mais rigor às penitências. Começou a usar, na cabeça, uma coroa de metal
espinhento, disfarçada com botões de rosas. Aumentou os dias de jejum e dormia
sobre uma tábua com pregos. Passou a sustentar a família com as rendas e
bordados que fazia, pois seu confessor consentiu que ela não saísse mais de sua
cela, exceto para receber a Eucaristia. Vivendo em contínuo contato com Deus,
atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo
em profundidade o mistério da Paixão e Morte de Jesus. Rosa cumpriu sua vocação, devotando-se à
Eucaristia e à Virgem Maria, cuidando para afastar o pecado do seu coração,
conforme a espiritualidade da época. Aos 31 anos de idade, foi acometida por
uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e danos físicos. Assim, retirou-se
para a casa de sua benfeitora, Maria de Uzátegui, agora Mosteiro de Santa Rosa,
para cumprir a profecia de sua morte. Todo ano, ela passava o Dia de São
Bartolomeu em oração, pois dizia: "este é o dia das minhas núpcias
eternas". E assim foi, até morrer no dia 24 de agosto de 1617. O seu
sepultamento parou toda a cidade de Lima. Muitos milagres aconteceram por sua
intercessão após sua morte. Rosa foi beatificada em 1667 e tornou-se a primeira
santa da América Latina ao ser canonizada, em 1671, pelo papa Clemente X. Dois
anos depois, foi proclamada Padroeira da América Latina, das Filipinas e das
Índias Orientais, com a festa litúrgica marcada para o dia 23 de agosto. A
devoção a santa Rosa de Lima propagou-se rapidamente nos países
latino-americanos, sendo venerada pelos fiéis como Padroeira dos Jardineiros e
dos Floristas.
Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, Mario
Sgarbossa, Paulinas.
fonte:
22 agosto, 2015
23-agosto-2015 - 21º
Domingo do Tempo Comum - Jo 6,60-69
A liturgia do 21º Domingo
do Tempo Comum nos fala de opções.
Recorda-nos que a nossa existência pode ser gasta perseguindo valores efêmeros e estéreis, ou
apostando nos nesses valores eternos que nos conduzem à vida definitiva, à
realização plena. Cada homem e cada mulher têm, dia a dia, de fazer a sua
escolha. Na primeira leitura, Josué convida as tribos de Israel reunidas em
Siquém a escolherem entre “servir o Senhor” e servir outros deuses. O Povo
escolhe claramente “servir o Senhor”, pois viu, na história recente da
libertação do Egito e da caminhada pelo deserto, como só Jahwéh pode
proporcionar ao seu Povo a vida, a liberdade, o bem estar e a paz. O Evangelho
coloca diante dos nossos olhos dois grupos de discípulos, com opções diferentes
diante da proposta de Jesus. Um dos grupos, prisioneiro da lógica do mundo, tem
como prioridade os bens materiais, o poder, a ambição e a glória; por isso,
recusa a proposta de Jesus. Outro grupo, aberto à ação de Deus e do Espírito,
está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida; os
membros deste grupo sabem que só Jesus tem palavras de vida eterna. É este
último grupo que é proposto como modelo aos crentes de todos os tempos. Na segunda leitura, Paulo diz aos cristãos de Éfeso que a opção por Cristo tem
consequências também ao nível da relação familiar. Para o seguidor de Jesus, o
espaço da relação familiar tem que ser o lugar onde se manifestam os valores de
Jesus, os valores do Reino. Com a sua partilha de amor, com a sua união, com a
sua comunhão de vida, o casal cristão é chamado a ser sinal e reflexo da união
de Cristo com a sua Igreja.
Reflexão:
¨ O Evangelho deste
domingo põe claramente a questão das opções que nós, discípulos de Jesus, somos
convidados a fazer… Todos os dias somos desafiados pela lógica do mundo, no
sentido de alicerçarmos a nossa vida nos valores do poder, do êxito, da
ambição, dos bens materiais, da moda, do “politicamente correto”; e todos os
dias somos convidados por Jesus a construir a nossa existência sobre os valores
do amor, do serviço simples e humilde, da partilha com os irmãos, da
simplicidade, da coerência com os valores do Evangelho… É inútil esconder a
cabeça na areia: estes dois modelos de existência nem sempre podem coexistir e,
frequentemente, excluem-se um ao outro. Temos que fazer a nossa escolha,
sabendo que ela terá consequências no nosso estilo de vida, na forma como nos
relacionamos com os irmãos, na forma como o mundo nos vê e, naturalmente, na
satisfação da nossa fome de felicidade e de vida plena. Não podemos tentar
agradar a Deus e ao diabo e viver uma vida “morna” e sem exigências, procurando
conciliar o inconciliável. A questão é esta: estamos ou não dispostos a aderir
a Jesus e a segui-lo no caminho do amor e do dom da vida?
¨ Os “muitos
discípulos” de que fala o texto que nos é proposto não tiveram a coragem para
aceitar a proposta de Jesus. Amarrados aos seus sonhos de riqueza fácil, de
ambição, de poder e de glória, não estavam dispostos a trilhar um caminho de
doação total de si mesmos em benefício dos irmãos. Este grupo representa esses
“discípulos” de Jesus muito comprometidos com os valores do mundo, que até
podem frequentar a comunidade cristã, mas que no dia a dia vivem obcecados com o
aumento da sua conta bancária, com o êxito profissional a todo o custo, com a
pertença à elite que frequenta as festas sociais, com o aplauso da opinião
pública… Para estes, as palavras de Jesus “são palavras duras” e a sua proposta
de radicalidade é uma proposta inadmissível. Esta categoria de “discípulos” não
é tão rara como parece… Em diversos graus, todos nós sentimos, por vezes, a
tentação de atenuar a radicalidade da proposta de Jesus e de construir a nossa
vida com valores mais condizentes com uma visão “light” da existência. É
preciso estarmos continuamente numa atitude de vigilância sobre os valores que
nos norteiam, para não corrermos o risco de “virar as costas” à proposta de
Jesus.
¨ Os “Doze” ficaram
com Jesus, pois estavam convictos de que só Ele tem “palavras que comunicam a
vida definitiva”. Eles representam aqueles que não se conformam com a
banalidade de uma vida construída sobre valores efêmeros e que querem ir mais
além; representam aqueles que não estão dispostos a gastar a sua vida em
caminhos que só conduzem à insatisfação e à frustração; representam aqueles que
não estão dispostos a conduzir a sua vida ao sabor da preguiça, do comodismo,
da instalação; representam aqueles que aderem sinceramente a Jesus, se
comprometem com o seu projeto, acolhem no coração a vida que Jesus lhes oferece
e se esforçam por viver em coerência com a opção por Jesus que fizeram no dia
do seu Batismo. Atenção: esta opção pelo seguimento de Jesus precisa ser
constantemente renovada e constantemente vigiada, a fim de que o nível da
coerência e da exigência se mantenha.
¨ Na cena que o
Evangelho de hoje nos traz, Jesus não parece estar tão preocupado com o número
de discípulos que continuarão a segui-lo, quanto com o manter a verdade e a
coerência do seu projeto. Ele não faz renúncias fáceis para ter êxito e para captar a
benevolência e os aplausos das multidões, pois o Reino de Deus não é um
concurso de popularidade… Não adianta escamotear a verdade: o Evangelho que
Jesus veio propor conduz à vida plena, mas por um caminho que é de radicalidade
e de exigência. Muitas vezes tentamos “suavizar” as exigências do Evangelho, a
fim de que ele seja mais facilmente aceito pelos homens do nosso tempo… Temos que
ter cuidado para não desvirtuarmos a proposta de Jesus e para não despojarmos o
Evangelho daquilo que ele tem de verdadeiramente transformador. O que deve
preocupar-nos não é tanto o número de pessoas que vão à Igreja; mas é,
sobretudo, o grau de radicalidade com que vivemos e testemunhamos no mundo a
proposta de Jesus.
¨ Um dos elementos
que aparece nitidamente no texto é a serenidade com que Jesus encara o “não” de
alguns discípulos ao projeto que Ele veio propor. Diante desse “não”, Jesus não
força as coisas, não protesta, não ameaça, mas respeita absolutamente a
liberdade de escolha dos seus discípulos. Jesus mostra, neste episódio, o
respeito de Deus pelas decisões (mesmo erradas) do homem, pelas dificuldades
que o homem sente em comprometer-se, pelos caminhos diferentes que o homem
escolhe seguir. O nosso Deus é um Deus que respeita o homem, que o trata como
adulto, que aceita que ele exerça o seu direito à liberdade. Por outro lado, um
Deus tão compreensivo e tolerante nos convida a dar mostras de misericórdia, de
respeito e de compreensão para com os irmãos que seguem caminhos diferentes,
que fazem opções diferentes, que conduzem a sua vida de acordo com valores e
critérios diferentes dos nossos. Essa “divergência” de perspectivas e de
caminhos não pode, em nenhuma circunstância, afastar-nos do irmão ou servir de
pretexto para o marginalizarmos e para o excluirmos do nosso convívio.
Meditação para a semana…
Qual é a minha fé?
Cada um de nós pode
interrogar-se: posso sinceramente proclamar a minha fé ?
Terei, nos próximos dias,
a força de a testemunhar junto de uma pessoa que duvida, que procura, ou que
contesta a fé cristã?
Quais são os meios que
tenho para alimentar a minha fé?
fonte:
www.dehonianos.org
22 de Agosto - Nossa Senhora Rainha
"O Espírito Santo
virá sobre ti, e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra; por isso
o Santo que nascer será chamado Filho de Deus". Disse, então, Maria:
"Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" (Lc.
1,37-38). Ainda Lucas, nos Atos dos
Apóstolos, coloca Maria no meio dos apóstolos, recolhida com eles em oração.
Ela constitui o vínculo que mantém unidos ao Ressuscitado aqueles homens ainda
não robustecidos pelos dons do Espírito Santo. Pois a sua extraordinária
humildade e fé total na palavra do anjo, que fez descer sobre a Terra um Deus
ainda mais humilde do que ela. E, através de suas virginais virtudes e pureza
de coração, Maria ficou ainda mais próxima de seu Filho. Maria é Rainha,
porque é a Mãe de Jesus Cristo, o Rei. Ela é Rainha porque supera todas as
criaturas em santidade. "Ela encerra em si toda a bondade das
criaturas", diz Dante Alighieri, na Divina Comédia. Tudo que se
refere ao Messias traz a marca da divindade. Assim, todos os cristãos veem, em
Maria, a superabundante generosidade do amor divino,
que a acumulou de todos os bens. A Igreja convida o povo a invocá-la não só com
o nome de Mãe, mas também com aquele de Rainha, porque ela foi coroada com o
duplo diadema, de virgindade e de maternidade divina. A Virgem Maria Rainha
resplandece em todos os tempos, no horizonte da Igreja e do mundo, como sinal
de consolação e de esperança segura para todos os cristãos, já cobertos pela
dignidade real do Senhor através do Batismo. O Papa Pio XII instituiu em 1955 a
festa da Virgem Maria Rainha, como consequência daquela de Cristo Rei.
Inicialmente era celebrada no dia 31 de maio, mês de Maria, encerrando as
comemorações com o coroamento desta singular devoção. O dia 22 de agosto era
reservado à homenagem ao Coração Imaculado de Maria. Mas a Igreja, desejando
aproximar a festa da realeza de Maria à da sua gloriosa assunção ao céu,
inverteu estas datas a partir da última reforma do seu calendário litúrgico em
1969.
fonte
21 agosto, 2015
21 de Agosto - São Pio X - Papa (1835-1914)

"Um pobre pároco da roça", assim se definia. Seu nome de batismo era
José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no
seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de
Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José
demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande
esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino
caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um
pedaço de pão para o almoço. E, desde criança, manifestou sua vontade de ser
padre. Quando seu
pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e piedosa, não permitiu
que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa.
Ficou no seminário e, aos 23 anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito
nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi
vice-vigário em uma pequena aldeia. Depois vigário de uma importante paróquia,
cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e,
após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de
Pio X, em 1903. No Vaticano, José Sarto
continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o
mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado "restaurar as
coisas em Cristo". Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida
interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando
bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor
que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua
intensa devoção à Eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão
diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às
crianças a partir dos 7 anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas
as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e
impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua
personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua
presença. Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo,
extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como "um simples
pároco do campo". Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra
Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse.
Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta
dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam.
Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo "o poder das
chaves de são Pedro". Quando alguém o chamava de "padre santo",
ele corrigia sorrindo: "Não se diz santo, mas Sarto", numa alusão ao
seu sobrenome de família. No dia 20 de
agosto de 1914, aos 79 anos, Pio X morreu. O seu testamento assim se
inicia:"Nasci pobre, vivi pobre e desejo morrer pobre". O povo, de imediato, passou a venerá-lo como
um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.
fonte:
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